O Brasil vive uma profunda crise. Estados como São Paulo, com o PCC, e Rio de Janeiro, com as milícias, mostram que uma nova estrutura de poder está se organizando, ao arrepio da lei e das instituições. Ou melhor, ignorando a Lei e infiltrando-se nas instituições. E o terceiro braço dessa aliança macabra são algumas igrejas neopentecostais, dirigidas por escroques travestidos de pastor como Silas Malafaia. As manifestações que vem patrocinando, com dinheiro de pobres coitados, iludidos pela tal da teologia da prosperidade, é o melhor exemplo do tipo de estado que pretendem. E o fato de a manifestação de ontem ter acontecido em Copacabana, não é fortuito. O Rio de Janeiro transformou-se num estado miliciano, capaz de eleger um governador miliciano. Aliás, Cláudio Castro, na mira de uma muito provável cassação, foi uma das estrelas da festa, com um público dominantemente evangélico e indisfarçáveis milicianos. Malafaia prometeu, mas não explicou a presença de milicianos em sua guarda pessoal. E por motivos óbvios, o tráfico não participou da manifestação, embora os neopentecostais contem com um grande número de admiradores no “setor”.