Quando um estado é governado por milícias e tem um governador miliciano, tudo pode acontecer. Vamos aos fatos. A direção do Clube de Regatas do Flamengo é uma das grandes aliadas do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, recentemente indiciado pela Polícia Federal por corrupção e peculato. Vivem trocando elogios e favores. Na quarta-feira (07/08) o Flamengo jogou em São Paulo, no moderno Allianz Parque, do Palmeiras, em jogo válido pela Copa Brasil. Mesmo perdendo por 1 a 0, o Flamengo passou para a fase seguinte, por ter vencido a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 2 a 0. O governador do Rio e o filho foram os convidados oficiais da direção do rubro-negro. Depois do jogo, o governador quis cumprimentar os jogadores do Flamengo, no vestiário. Segundo conta a uma fonte do Palmeiras, o governador desceu com uma trupe, rompendo o acordo fechado anteriormente de só dois “penetras”. O vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, um aliado fiel de Castro, e o governador, acostumados às carteiradas e o vale tudo das terras cariocas, se irritaram porque foram barrados por um funcionário do Palmeiras, que afirmou cumprir ordens do diretor de futebol Anderson Barros. Braz falou grosso, mas o funcionário não se intimidou. O clima esquentou e um bem nutrido elemento da comitiva do governador ameaçou o funcionário e o dirigente palmeirense; prometendo vingança no próximo jogo das duas equipes, na semana que vem, no Rio de Janeiro. Marcos Braz deu entrevista coletiva, depois do jogo, e negou qualquer entrevero. E confirmou que Cláudio Castro fazia parte da delegação.