Manter a proibição total dos cigarros eletrônicos é questão de saúde pública – III

O argumento de que a regulamentação do cigarro eletrônico permitiria maior controle e fiscalização é falacioso. O que se observa em outros países é o aumento no uso desses dispositivos, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, um grupo extremamente vulnerável às estratégias de marketing das indústrias. A regulamentação só ampliaria o acesso a um produto comprovadamente prejudicial e abriria portas para a normalização de uma prática que estamos há décadas tentando erradicar. Ao invés de ceder à pressão econômica e política, o Brasil deve se orgulhar de ser um exemplo mundial no controle do tabaco. A manutenção da proibição total é a única postura coerente com a defesa da saúde pública. O assunto é tão explosivo que ontem o Senado transferiu a votação da proibição. 

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