A degradação moral e política do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro chegou a um ponto de decomposição institucional que certos acontecimentos, que em outros tempos constrangeriam até os bandidos mais renitentes, hoje são banalizados, reduzidos à mais ingênua normalidade. Os milicianos, por exemplo, estão blindados em todos os poderes. Vamos aos fatos. Para surpresa de zero pessoas, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, no dia 28 de agosto, o pedido de impeachment contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão. Segundo os nobres integrantes do STJ, o pedido deve ser arquivado porque não há previsão legal para aplicar a conselheiros as penalidades previstas para os crimes de responsabilidade. A ação foi movida por deputados estaduais do Rio de Janeiro. Segundo os deputados, Brazão teria cometido crime de responsabilidade e deveria ser suspenso do exercício das funções e perder os vencimentos. Ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em inquérito no qual é apontado como mandante da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

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