A degradação moral e política do Rio de Janeiro II

Em junho, a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro concluiu que não havia “provas inequívocas” para o afastamento da deputada Lúcia Helena Pinto de Barros (PSD), mais conhecida como Lucinha. Investigações da Polícia Federal revelaram que Lucinha e uma de suas assessoras, Ariane Afonso de Lima, faziam parte do núcleo político de uma organização criminosa (milícia) comandada por Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, com atuação na Zona Oeste do Rio de Janeiro, área onde Lucinha concentra seus votos. As provas oferecidas pela PF mostram gravações de conversas de Lucinha defendendo interesses do miliciano, como, por exemplo, o transporte por vans, setor que na Zona Oeste do Rio de Janeiro é dominado pelas milícias. Ainda de acordo com a investigação da PF, a deputada nomeou como assessores em seu gabinete, entre 2021 e 2023, parentes de integrantes da organização criminosa. Em dezembro de 2023, Zinho entregou-se à Superintendência da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, temendo ser assassinado. Caberá agora à Mesa Diretora da Alerj decidir se o processo será encaminhado ao plenário, para que os deputados votem pelo arquivamento ou pelo afastamento de Lucinha.

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