Começa a bater o desespero nas hostes bolsonaristas do Rio de Janeiro, cidade na qual o Bolsonarismo nasceu, cresceu e alçou voos nunca antes imaginados. O candidato bolsonarista a prefeito, Alexandre Ramagem (PL) patina nos 9% de intenções de voto, enquanto Eduardo Paes (PSD), que concorre à reeleição, tem 60%. E tudo indica que não vai precisar de segundo turno para manter a cadeira de prefeito. Pressentindo a derrota, Jair Bolsonaro ainda não deu as caras na campanha. Paes fez a lição de casa. E numa cidade tão sofrida foi o suficiente para fidelizar o eleitorado. O que mais preocupa os bolsonaristas é que Ramagem perde para Paes até entre os eleitores de Bolsonaro, 49% a 22%. Paes também avança no eleitorado evangélico, reduto preferencial do bolsonarismo. O atual prefeito tem a seu lado o deputado federal Otoni de Paula (MDB), considerado até então, bolsonarista raiz. E conta também com o apoio da Igreja Universal, do poderoso bispo Edir Macedo. E mesmo o virulento pastor Silas Malafaia, o mais bolsonarista dos líderes religiosos neopentecostais, não critica nem ataca Eduardo Paes. O que é considerado, no mínimo, estranho. O que se comenta nas igrejas é que os evangélicos “cristianizaram” Alexandre Ramagem. Quem tem dúvidas sobre o termo “cristianizar”, pode consultar o Google.