Sem fiscalização 

A reação do Banco Central às solicitações do Tribunal de Contas da União revelou um quadro extremamente preocupante. Apesar de ser uma autarquia, que recebe recursos públicos, a atual diretoria do Banco Central não quer que o TCU cumpra um dos seus principais papéis, o de fiscalizar. O caso Master expõe a soberba de diretores indicados do Banco Central, que, apesar de serem indicados por políticos e sabatinados pelo Senado, se acham independentes e acima da lei. Quem entende do assunto, sabe que a independência do Banco Central é mais uma obra de ficção para inglês ver. Prova disso é o currículo de seu atual presidente, que não seria contratado nem para estagiário em qualquer banco relevante da Faria Lima. Com jabutis mal remunerados, de segunda classe e indicados por políticos, cabe sim ao TCU fiscalizar o Banco Central para evitar outros desastres envolvendo instituições financeiras, como os descobertos na Carbono Oculto, na CPMI do INSS e na Compliance Zero.

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