Falência brasileira

O caso Master revelou a falência completa das instituições brasileiras. Após o Banco Central afrouxar regras de acesso ao mercado, grandes instituições nasceram e prosperaram em cima de contas correntes, sem controle ou supervisão, turbinadas pela lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. A maior delas é a Nu, que recentemente teve que alterar seu nome pois nem banco é. A operação Carbono Oculto revelou em detalhes apenas parte das dezenas de bilhões de reais que circularam livremente em contas-bolsão para lavagem de dinheiro do crime organizado, sem registro no COAF e qualquer impedimento do Banco Central. Fintechs reguladas pelo Banco Central, como a BMP, movimentaram dezenas de bilhões de bets, com a anuência e supervisão do regulador, e lucraram centenas de milhões. Para fechar, bancos pequenos e grandes passaram a carregar em seus balanços fundos com ativos com marcações duvidosas para inflar seu capital, com a anuência do Banco Central e da CVM. Sucateado e sem estrutura para fiscalizar como deveria os principais e extremamente sofisticados agentes de mercado, só restou ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pedir ajuda a Lula, Sidônio e Isaac Sidney para defender uma instituição que nada se assemelha atualmente com seu passado glorioso. A falência do Banco Central é mais um indício claro da falência do Brasil.

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