Tragédia baiana

Os mesmos “sacizeiros” já não se intimidam de invadir propriedades privadas e assaltar incautos transeuntes que circulam pela noite em ruas de bairros ditos tradicionais e nobres da capital baiana. Na semana passada, ao tentar roubar três jovens na glamourosa Vitória, um “sacizeiro” acabou sendo morto. As vítimas reagiram e o espancaram. A polícia, quando chegou, já encontrou o cadáver estendido no chão. Aqueles que seriam vítimas foram conduzidos à delegacia por terem buscado a justiça com as próprias mãos. A barbárie se instala na velha cidade da Bahia, onde o Comando Vermelho promove festança na inauguração de depósito de bebidas de sua propriedade no bairro de Tancredo Neves, antigo Beiru. O que diria o poeta Gregório de Mattos, o Boca do Inferno, diante desta tragédia baiana?

Pantomima midiática

Os executivos da Via Bahia serão dedurados aos patrões canadenses pelo escárnio deles com o povo baiano. É o que pretende fazer agora um grupo de deputados estaduais na Assembleia Legislativa da Bahia. Estão planejando se reunir com o embaixador do Canadá para denunciar a empresa controlada por um fundo de investimentos daquele país. Será que o PSP Investments, dono da Roads Transportation, que detém 94,7% do capital social da famigerada concessionária das BRs 324 e 116 na Bahia, vai se sensibilizar com o apelo patético dos parlamentares baianos, quando a situação do jeito que está lhe dá tantos lucros? O certo é cobrar uma atitude do governo federal e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e deixar de pantomima midiática. Por que não cobram do governador Jerônimo Rodrigues que ele acione o amigo Lula para resolver a questão?

As maiores organizações financeiras internacionais que atuam no Brasil fazem pesquisas próprias

A Av. Faria Lima faz suas próprias pesquisas. Não contratam institutos de aluguel, isto é, pagou, vence. Este fato chama a atenção para que o eleitor tome cuidado quando ler esse montão de pesquisas que diariamente são divulgadas.

É difícil a situação de Moro

Começou, ontem em Curitiba, o julgamento do senador Sérgio Moro. Para se ter uma ideia, seu cargo está sendo cobiçado pelo PT. A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do partido, e o deputado federal Zeca Dirceu disputam o cargo. E pensar que Moro foi um dos nomes mais respeitáveis no Brasil. Depois que se envolveu com Bolsonaro, perdeu tudo e pode perder a qualquer momento o mandato. 

Privilégios municipais

A passarela do Grilão. Assim vem sendo chamada a obra pública com a mais rápida execução do BRT de Salvador. O supermercado da rede Hiperideal, do empresário João Gualberto, já abriu as portas e falta muito pouco para ser concluída a ponte para pedestres que atravessa as duas pistas da Avenida Juracy Magalhães Jr, ligando o Itaigara ao Cidade Jardim. Não foi pequeno o investimento que privilegia mais o acesso à nova filial da rede de Grilão que ao bairro. A pergunta que não quer calar: “Foram só recursos públicos que bancaram esse privilégio?”. A comunidade do Cidade do Jardim também está sem entender as perigosas “roubadinhas”, autorizadas pela prefeitura, para facilitar a saída dos clientes do novo estabelecimento.

Em Brasília, a situação da sucessão na Câmara afunila

Em Brasília, o que se falava ontem é que a definição do próximo presidente da Câmara cada dia fica mais difícil. Ninguém mais arrisca nenhum palpite. O quadro embolou e Arthur Lira está preocupado com o seu candidato, o baiano Elmar Nascimento. 

Salvador ao abandono

Ano eleitoral. Não se economiza no asfalto nem na tinta para o meio-fio. Os postes estão sempre acesos. Há a impressão de que a cidade está segura e bem conservada. Ledo engano. Mais adiante a avenida está às escuras. Os cabos de energia foram roubados. O novo abrigo de ônibus está todo dilapidado. Não tem mais cobertura, tampouco os assentos. Estão em ação os chamados “sacizeiros”, dependentes de drogas que financiam o vício com roubos e extração do que tenha algum valor no patrimônio público, a exemplo de cabos de cobre e peças metálicas. Eles são os donos das desertas noites de Salvador. As bissextas rondas policiais não lhes assustam.

Daniel Alves horroriza a Espanha com as festas que tem promovido em sua mansão

Hoje, na Espanha, há um sentimento para que Daniel Alves volte à prisão. Desde que saiu, tem realizado festas homéricas na sua luxuosa mansão e inventado histórias de que a revista Quem teria pago para ele sair da cadeia. As Organizações Globo desmentiram imediatamente. 

Jerônimo prejudica Lula

Deputados federais e estaduais estão assustados com a queda de prestígio de Lula acompanhando a queda do governador Jerônimo Rodrigues. A essa altura do campeonato, Lula está sendo prejudicado e contaminado porque Jerônimo não tem mais a popularidade e credibilidade que o elegeram pela primeira vez governador.

Leão banguelo

A Polícia Militar (PM) tem o caráter ostensivo de se fazer presente e inibir o crime. Na Bahia, a PM está sendo desmoralizada neste seu papel precípuo. Virou um leão banguelo de circo. No Centro Histórico de Salvador, na região onde estão as sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, onde se faz presente sempre uma guarnição policial – não foi nenhum beco -, um casal de turistas foi assaltado por um trio de bandidos. O marido reagiu e levou um tiro a poucos metros dos policiais, que conseguiram prender um dos meliantes. O mais aterrorizante de mais este lamentável episódio criminoso é a irrefreável audácia dos foras da lei, diante da ineficaz ação governamental.

Testemunha ocular

Em 1994, o jornalista Paulo Francis lançou um livro relatando o seu testemunho ocular da história do golpe de 1964: “30 anos esta noite”. Ele viu de dentro e sentiu na pele as consequências do regime de exceção. Foi preso várias vezes. Trabalhara no combativo jornal “Correio da Manhã”, que não resistiu à ditadura e fechou as portas. Também foi um dos fundadores do Pasquim, semanário que tentou levar no humor os “anos de chumbo” e não passou incólume à sisudez dos milicos.

Dia da Mentira

Reza a lenda que o golpe militar de 1964 ocorreria no dia primeiro de abril daquele ano, quando alguém na caserna lembrou de a data não ser apropriada. Era o tradicional dia da mentira. Para não virar pilhéria, antecipou-se então a quartelada, que ganhou as mais diversas alcunhas, “revolução”, “redentora” e aí vai. 

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