Em 1994, o jornalista Paulo Francis lançou um livro relatando o seu testemunho ocular da história do golpe de 1964: “30 anos esta noite”. Ele viu de dentro e sentiu na pele as consequências do regime de exceção. Foi preso várias vezes. Trabalhara no combativo jornal “Correio da Manhã”, que não resistiu à ditadura e fechou as portas. Também foi um dos fundadores do Pasquim, semanário que tentou levar no humor os “anos de chumbo” e não passou incólume à sisudez dos milicos.