Os nomes dos dois, Domingos e Chiquinho, em momentos diferentes, apareceram nas investigações como possíveis mandantes. Mas “coisas estranhas” aconteceram na investigação e a Polícia Civil carioca errou muito mais do que podia. Houve de tudo, de sumiço de provas a delegados afastados por competência. Inexplicavelmente, as investigações empacavam quando se aproximavam dos três poderes do estado. Por isso, desde o início, até os postes do Rio de Janeiro sabiam que tinha gente graúda envolvida. O caso só andou quando a Polícia Federal, a partir da posse de Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública, entrou no jogo e passou a, discretamente, vigiar o trabalho de seus colegas cariocas. Elucidar definitivamente o caso foi uma das promessas do ex-ministro ao assumir o cargo.
Boneco de ventríloquo I
Quando se imagina que a indigência cultural da nova geração de políticos baianos chegou ao limite, um inexpressivo jovem vereador sobe à tribuna da Câmara Municipal de Salvador para provar que esse é um buraco sem fundo. Perdeu a oportunidade de cumprir a sua obrigação de expressar a voz do povo naquela Casa cujo fim é esse, para servir de boneco de ventríloquo de interesses menores, nem um pouco republicanos. E, pior, ficou exposto ao ridículo quando leu um discurso encomendado cheio de tentativas de paródias sem graça em cima de canções do consagrado cantor, compositor e membro da Academia Brasileira de Letras, Gilberto Gil, o alvo do desvario inconsequente do edil.
Boneco de ventríloquo II
O vereador, aspirante a menudo, que, em seus mandatos, nada de engrandecedor proporcionou até hoje à cidade de Salvador, gratuitamente atacou aquele que já tem reservada a sua vaga no panteão dos luminares baianos da cultura e das artes do Brasil, ao lado de Gregório de Mattos, Castro Alves, Jorge Amado, Dorival Caymmi, Glauber Rocha, João Gilberto e Raul Seixas. A tentativa de desqualificar Gilberto Gil, no entanto, foi um tiro que saiu pela culatra. Alvejou certamente o próprio imberbe político que deixou evidente a sua ignorância cultural e a sua falta de independência, atributo indispensável a um representante do povo, ao se submeter ao papel de boneco de ventríloquo. As eleições municipais são em outubro. É a oportunidade de elevar a qualidade da representação política na capital baiana.
Agora não tem jeito, pegaram Bolsonaro
Seja na esfera eleitoral, seja na esfera criminal, desde ontem, o ex-presidente Jair Bolsonaro está numa situação mais perigosa. Para segurar os seus adeptos, ele tem afirmado que continua no páreo. É mentira. Dificilmente ele não será condenado à prisão. Inelegível, afirma ter apenas 20% do eleitorado brasileiro, o que não é verdade. Diante dos inúmeros processos e das várias denúncias, ele perdeu prestígio, principalmente na área militar. E muito. O que se falava ontem em Brasília é que o capitão está nos últimos estertores.
Os semelhantes se atraem
Mais uma vez, o estuprador Daniel Alves recorre ao “amigo” Neymar para pagar 1 milhão de euros de fiança à justiça espanhola e ficar em liberdade condicional, com os passaportes presos, sem poder sair da península ibérica. O lamentável é que Neymar, que já teve várias acusações, mas infelizmente está no Brasil, é quem está socorrendo o estuprador Daniel.
Estuprador brasileiro vai ser punido no Brasil
O STJ, por maioria, determinou que Robinho vai cumprir a sentença decretada pela justiça da Itália aqui no Brasil. É mais um estuprador brasileiro que é punido.
Comandante do Exército diz que a instituição vai se recuperar
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, está confiante que a tentativa de destruição de Bolsonaro da força está sendo bloqueada com as declarações de oficiais-generais afirmando que não aceitam e não aceitaram a tentativa de golpe. A verdade é que o ex-presidente Jair Bolsonaro está proibido de comparecer a qualquer solenidade militar do Exército, Marinha ou Força Aérea.
Quem autorizou as visitas ao genocida israelense?
Enquanto todos os organismos internacionais, União Europeia, OEA, ONU, Comissão de Direitos Humanos, condenam Benjamin Netanyahu pela morte de milhares de crianças na Faixa de Gaza, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foram visitar Benjamin Netanyahu ontem em Israel. Esse era o assunto do Congresso Nacional na tarde de ontem, afinal de contas, eles não consultaram nem os paulistas, nem os goianos para tomar a decisão. Desconheceram a posição oficial do Brasil, que é contra as mortes, se queimaram nos organismos internacionais e vão ter a resposta quando retornarem ao Brasil. Caiado e Freitas se notabilizaram pelas posições de ultra direita e nenhum dos dois chegará à presidência da República.
Caiado perde o apoio do UB e quer ser o candidato de Bolsonaro
Já que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou que será candidato à reeleição e não à sucessão presidencial, Caiado tem feito tudo para ser este candidato. Tem o apoio do agronegócio, mas não de intelectuais, artistas, colunistas, políticos e do maior veículo de comunicação do país, a Rede Globo. Do UB ele leva um pedaço e mais nada.
Falha no tratamento
Os novos executivos da antiga Odebrecht não têm o mesmo talento e tampouco a apropriada perícia na relação com os políticos da segunda geração da família, em que o bonachão Emílio Odebrecht alcançou o estado de arte. Se tivessem, não estariam encontrando tantas dificuldades ao projeto das duas torres, que a OR Realizações, braço imobiliário, planeja construir na praia do Buracão, em Salvador. Por causa da desatenção às lições do velho Emílio, somou-se aos protestos de moradores e ambientalistas o projeto de lei que tramita na Câmara Municipal com a proposta de desapropriação dos terrenos do empreendimento residencial para a implantação de uma praça pública. O acordo precisa ser cumprido antes que o projeto suba para a votação no plenário, senão…
PSDB de São Paulo retira apoio a Ricardo Nunes
Ontem, o PSDB de São Paulo resolveu retirar o apoio à reeleição de Ricardo Nunes, que é bolsonarista. Passou a apoiar Tabata Amaral, do PSB, cumprindo, aliás, determinação do presidente nacional do partido, que, desde a semana passada, afirmou que os tucanos não ficarão ao lado de qualquer candidato bolsonarista. Tabata Amaral tem crescido nas pesquisas e agora, com apoio dos tucanos, vai dar trabalho.
Foi o pai que pagou R$ 30 milhões para a campanha que acabou derrotando Neto
Se ACM Neto tivesse acolhido o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, para seu companheiro de chapa, teria ganhado a sucessão estadual. No entanto, o milionário Roberto Coelho ofereceu para a campanha R$ 30 milhões exigindo que sua filha, Ana Coelho, fosse candidata a vice. A dupla naufragou. Diga-se de passagem que no início seria Nilo Coelho Filho, que não aceitou em hipótese nenhuma e deixou a prima entrar na furada.