A mais nova revelação é que o jurista Ives Gandra, um dos nomes mais respeitados do Brasil, avisou ao tenente-coronel Mauro Cid que iria a Brasília, saindo de São Paulo, aconselhar Bolsonaro a não tentar o golpe. Chegou tarde. O capitão já estava ensandecido.
Culpa da gestão
A comunicação não resolve os problemas de gestão. O governo Lula não é eficiente na solução dos principais problemas que afligem os brasileiros. Um bom exemplo é a incapacidade de executar um plano nacional de combate à violência, uma mazela que só se agrava no país. Trocou-se o ministro da Justiça e o resultado foi seis por meia dúzia. A violência continua desenfreada e as facções criminosas aterrorizam a população.
Piada de adversários
Mas o ministro Rui Costa acha que a comunicação é culpada pela queda da aprovação do governo federal. Será que ele acredita na piada de seus adversários na Bahia? Diante da publicidade massiva de feitos que não correspondiam à realidade de sua gestão, inclusive a ponte Salvador-Itaparica, os rivais políticos diziam que gostariam de viver na propaganda do PT. Esse é o modelo de comunicação que Rui recomenda a Lula?
Ciro Nogueira ataca o Exército e as Forças Armadas o chamam de ficha suja
Ao repetir o que Braga Netto chamou o general quatro estrelas do Exército, o senador Ciro Nogueira tem agora contra ele as Forças Armadas. Ontem, já circulavam nas redes sociais militares o nome dele, contando toda a sua história como ficha suja da política. Já esteve envolvido com Polícia Federal, Ministério Público, STF e TSE. Conselho e água se dá a quem pede: é bom Ciro Nogueira mergulhar, porque a situação dele é caótica.
O general Franjinha vai ser chamado e pode ser condenado
A Polícia Federal soltou, ontem, mais alguns nomes que serão denunciados à PGR para a prisão. O ex-ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira, conhecido em Brasília como general Franjinha porque ele usa uma franja na testa. Com ele também o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; a deputada federal Carla Zambelli, além de Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro.
O estuprador brasileiro vai ser julgado hoje
Finalmente hoje, o STJ vai julgar o estuprador brasileiro Robinho, que de maneira cruel atacou uma cidadã italiana, foi condenado, mas fugiu para o Brasil. Esperamos que o STJ siga o exemplo da justiça espanhola, que condenou outro estuprador brasileiro: Daniel Alves.
Braga Netto pode perder o cargo com ataque a um general quatro estrelas
A maneira chula com que o general Braga Netto se referiu ao ex-comandante do Exército, chamando de o “Bundão”, complica a vida dele. O alto comando está pensando em retirar o cargo dele de general. Será merecido.
Canto da sereia
A Câmara Municipal de Salvador tem a oportunidade de dar um grande exemplo ao Brasil. Quando volta a recrudescer o poder maligno da antiga Odebrecht, disfarçada sob outras alcunhas, no país, os vereadores soteropolitanos têm a chance de seguirem o exemplo de Ulisses e resistirem ao canto da sereia da praia do Buracão. Esse pequeno trecho do litoral da capital baiana no Rio Vermelho é alvo de interesse da OR Realizações, braço imobiliário da líder do consórcio de empreiteiras denunciado pela operação Lava Jato. Nele, a construtora pretende erguer duas polêmicas torres residenciais que ameaçam a incidência da luz solar no local, comprometendo a salubridade do banho de mar na pequena borda marítima.
Ponto final
Para botar um ponto final na polêmica ambiental da Praia do Buracão, basta aos vereadores de Salvador aprovar o projeto de lei, de autoria do presidente da Casa, Carlos Muniz, que desapropria o terreno onde há a pretensão de construção das torres. A área, então, se tornaria pública e nela a prefeitura construiria uma praça. Mas será que os edis soteropolitanos serão capazes de resistir aos encantos da antiga Odebrecht, que está de volta a todo vapor? Acabou de ganhar, travestida de Tenenge, o maior lote de obras daquela que foi o estopim da operação Lava Jato, a inacabável refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Pelo serviço à Petrobras, são R$ 8 bilhões.
Queda de Secretário após Denúncias Expõe Crise Profunda no Sistema de Saúde
Uma investigação jornalística publicada no Fantástico do último domingo, revelou sérias falhas de gestão no Ministério da Saúde, culminando na exoneração a qualquer momento do Secretário de Atenção Especializada, Helvécio Magalhães. As denúncias apontam para o sucateamento de unidades hospitalares sob sua gestão, afetando diretamente mais de 18 mil pacientes que ficaram sem acessos a cirurgias e procedimentos essenciais. Além disso, mais de R$ 20 milhões em materiais médicos foram perdidos por não serem utilizados dentro do prazo de validade. Este escândalo levanta questões críticas sobre a eficiência da gestão atual de setores do Ministério da Saúde, exigindo respostas e reformas imediatas para garantir a qualidade do atendimento à população.
A cerimônia dos mortos-vivos
Um indisfarçável clima de velório dominou o lançamento da candidatura do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) à prefeitura do Rio de Janeiro, no último fim de semana. A comissão de frente do evento representava bem o atual momento da política carioca: o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL). Os dois às voltas com robustos problemas com a Justiça. Isso sem contar o candidato, homem de confiança dos Bolsonaros e que chegou a criar uma ABIN paralela para atender aos interesses da família. E, por esse motivo, pode passar alguns anos atrás das grades. O evento foi na quadra da escola de samba Independentes de Padre Miguel, um reduto de policiais e milicianos. No discurso, Ramagem lembrou um samba da escola, “Sonhar não custa nada”. Ficou a dúvida quanto ao teor do sonho, eleitoral ou judicial. Disse também “Hoje, eu tenho uma nova missão do nosso capitão, cuidar da cidade do Rio de Janeiro… Vamos tirar esses soldados do Lula da cúpula do Rio” numa referência ao atual prefeito Eduardo Paes (PSD), que nunca se encantou com o Bolsonarismo.
A cerimônia dos mortos-vivos II
O governador Cláudio Castro (PL) dessa vez não pode faltar ao compromisso, como fez na Avenida Paulista; e também não pôde se furtar a um discurso. Tentou bater em Eduardo Paes, o preferido nas pesquisas; e disse que em outubro o eleitor vai escolher entre quem passa os fins de semana nos botecos (Paes) e o delegado (Ramagem). Estratégia equivocada; depois da desastrosa administração de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), Eduardo Paes é uma espécie de dádiva para a população da cidade mais bela e mais sofrida do país. E numa cidade historicamente boêmia, é mais fácil “tomar uns goles no fim de semana” trazer votos do que tirar.