A cerimônia dos mortos-vivos

Um indisfarçável clima de velório dominou o lançamento da candidatura do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) à prefeitura do Rio de Janeiro, no último fim de semana. A comissão de frente do evento representava bem o atual momento da política carioca: o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL). Os dois às voltas com robustos problemas com a Justiça. Isso sem contar o candidato, homem de confiança dos Bolsonaros e que chegou a criar uma ABIN paralela para atender aos interesses da família. E, por esse motivo, pode passar alguns anos atrás das grades. O evento foi na quadra da escola de samba Independentes de Padre Miguel, um reduto de policiais e milicianos. No discurso, Ramagem lembrou um samba da escola, “Sonhar não custa nada”. Ficou a dúvida quanto ao teor do sonho, eleitoral ou judicial. Disse também “Hoje, eu tenho uma nova missão do nosso capitão, cuidar da cidade do Rio de Janeiro… Vamos tirar esses soldados do Lula da cúpula do Rio” numa referência ao atual prefeito Eduardo Paes (PSD), que nunca se encantou com o Bolsonarismo.

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