Diferentemente de Trancoso, Angra ou Balneário Camboriú, o litoral de Alagoas oferece uma experiência incrível, com uma combinação muito melhor a um custo infinitamente menor. Felizmente, estrangeiros e os paulistas ainda não descobriram e nem inflacionaram este paraíso no Brasil.
Visitante ilustre
Quem movimentou o litoral de Alagoas na passagem de ano foi o ex-presidente Bolsonaro. Por onde passou, Bolsonaro atraiu milhares de simpatizantes e, diferentemente de Lula, não foi hostilizado em nenhum local. Ao contrário do que diz a grande mídia, Bolsonaro é tratado pelos milhões de brasileiros com gratidão e muito respeito. Doa a quem doer, Bolsonaro deixou as contas em dia e uma economia em forte recuperação após uma das maiores crises que o planeta já passou.
Visitante ilustre II
Após cortar o cabelo na varanda de uma casa simples com plateia e centenas de simpatizantes, Bolsonaro foi para a praia. Lá, lembrou das mazelas que retornaram com a volta do PT ao poder. Entre elas, o retorno da cobrança do vergonhoso DPVAT, que só serve para roubar o cidadão brasileiro e enriquecer os banqueiros, donos de seguradoras e políticos que participam do esquema.
Propaganda enganosa
Na propaganda, tudo é divino e maravilhoso. O grupo Neoenergia, dono da Coelba, anuncia em outdoors pelas ruas de Salvador que é o que mais investe na expansão da distribuição de energia no país. Fala em bilhões. A população baiana não tem constatado isso na prática. Muito pelo contrário. Vê o serviço da Coelba piorar a cada dia. Sofre com os prejuízos causados pelas frequentes quedas devido à falta dos necessários e obrigatórios investimentos na ampliação da rede elétrica para atender o aumento da demanda. Já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) não toma providências, que a Justiça condene o grupo Neoenergia e a Coelba pelo crime de estelionato e propaganda enganosa.
Grilhão de atraso
A estratégia empresarial do grupo Neoenergia focada só nos lucros atrasa também o desenvolvimento da Bahia. O progresso das regiões mais prósperas do estado está empacado pela incapacidade da Coelba, empresa do grupo, fornecer a carga de energia suficiente à instalação das indústrias interessadas em operar no oeste e extremo sul baianos. Está próxima a renovação do contrato de concessão do serviço de distribuição de energia no estado. O governo terá a oportunidade de tomar uma medida para libertar a Bahia deste grilhão de atraso.
Réveillon à luz de vela
A Coelba causou transtornos aos festejos do Réveillon na praia de Guarajuba, no litoral norte da Bahia. Além das infindáveis quedas de energia durante todo o último final de semana de 2023, na virada teve condomínio de luxo na localidade que passou às escuras. A saída foi celebrar o ano novo à luz de vela. Não é à toa a revolta de proprietários que locam suas casas no verão. A demanda tem caído assustadoramente. Guarajuba já foi o destino de muitas famílias paulistas no período. Hoje poucas se arriscam a sofrer os inconvenientes do péssimo serviço da Coelba. Como se já não bastassem os problemas da Enel em São Paulo, passar por suplício pior na Bahia? Os paulistas estão caindo fora. Pra piorar, a Embasa sem fornecer água agravou o desconforto no litoral norte baiano, inclusive em Praia do Forte, balneário do Grilão, que não deu as caras por lá. Foi para Trancoso, em Porto Seguro.
Samba do crioulo doido
Na época da operação Lava Jato, o compliance se tornou um mantra nas empresas. Não tinha uma delas que se atrevesse a botar o pé fora da conformidade legal e regulamentos do setor de atuação. Na geleia geral brasileira, tudo é pastoso. Agora basta a companhia mudar de nome para o mantra virar o samba do crioulo doido. Ou como se explica a parceria em vários empreendimentos da OR, braço imobiliário da antiga Odebrecht, com políticos, um deles com a alcunha de Grilão?
Agrotóxicos prejudicam carnes e frutas do Brasil na Europa
Grã-Bretanha, França, Itália e outros países europeus estão evitando a compra de produtos brasileiros diante do agrotóxico usado nas frutas e principalmente que afetam as carnes. O governo brasileiro precisa ficar atento.
O Desafio de Jerônimo I
Após consumir grande parte do seu capital político para inaugurar obras iniciadas no governo do seu antecessor, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, completa um ano de mandato sem nenhum projeto para chamar de seu. Vivendo um frenesi de viagens e participações em eventos, que até seus aliados concordam de chamar de “batizados de boneca”, Jerônimo desgasta o prestígio da presença do governador, que hoje vai a toda e qualquer reunião, como se ainda estivesse em campanha eleitoral. O único lugar que não se encontra o governador é no seu gabinete na Governadoria.
O Desafio de Jerônimo II
Entrando no segundo ano de mandato sem projetos em desenvolvimento, Jerônimo Rodrigues enfrenta um vácuo de realizações e de poder para a segunda metade de sua gestão. A falta de iniciativa tem sido criticada tanto pela base de deputados quanto por membros do alto escalão, muitos dos quais se queixam de dificuldades para despachar com o governador. Essa aparente aversão ao exercício do cargo levou ao surgimento de uma gestão terceirizada, com o poder concentrado nas mãos do grupo liderado por Jaques Wagner, apelidado de “Três Porquinhos”: Adolfo Loyola, chefe de gabinete indicado por Wagner, Lucas Araújo, assessor de Wagner, e Éden Valadares, presidente do PT e afilhado político de Wagner. Não fosse pelo despreparo evidente do trio para a administração, o governo teria pelo menos um líder capaz de guiar o rumo com firmeza.
O Desafio de Jerônimo III
Com o poder terceirizado para a Chefia de Gabinete, cercado por um time de secretários pouco qualificado e que sequer consegue despachar com o chefe, Jerônimo Rodrigues assiste à gradual erosão da sua autoridade e o preocupante fortalecimento de um grupo cuja lealdade é devida a outrem. Os aliados do governo já não buscam mais o governador; quando precisam encaminhar algum pedido, o que hoje mais se houve é “vou falar com Loyola”. Ainda dá tempo para o governador corrigir o curso de sua administração. Mas precisa começar a querer governar, ou trazer um gerente competente.
As desgraças de uma cidade
O Rio de Janeiro vive uma onda de insônia nos três poderes desde que o miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, decidiu se entregar à Polícia Federal. O grande temor é que ele decida fazer um acordo de delação premiada. Quem entende de Segurança Pública no Rio de Janeiro acha que Zinho morrerá, delatando ou não. Até os postes do Rio de Janeiro sabem que Zinho é um “pau-mandado”, uma espécie de CEO do crime; mas não é o dono do negócio. Até os postes do Rio de Janeiro sabem que as milícias espalharam seus tentáculos nos três poderes da cidade e do estado, ou seja, Executivo, Legislativo e Judiciário. É só ligar as pontas: Zinho decidiu se entregar depois de uma ação da Polícia Federal de busca e apreensão em endereços da deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros (PSD), conhecida como Lucinha.