Entrando no segundo ano de mandato sem projetos em desenvolvimento, Jerônimo Rodrigues enfrenta um vácuo de realizações e de poder para a segunda metade de sua gestão. A falta de iniciativa tem sido criticada tanto pela base de deputados quanto por membros do alto escalão, muitos dos quais se queixam de dificuldades para despachar com o governador. Essa aparente aversão ao exercício do cargo levou ao surgimento de uma gestão terceirizada, com o poder concentrado nas mãos do grupo liderado por Jaques Wagner, apelidado de “Três Porquinhos”: Adolfo Loyola, chefe de gabinete indicado por Wagner, Lucas Araújo, assessor de Wagner, e Éden Valadares, presidente do PT e afilhado político de Wagner. Não fosse pelo despreparo evidente do trio para a administração, o governo teria pelo menos um líder capaz de guiar o rumo com firmeza.