Reciprocidade necessária

O governo do Brasil tem recebido queixas e lamúrias de cidadãos brasileiros que, por serem negros ou LGBTQIA+, são enviados imediatamente do aeroporto para o Brasil. O fato é constrangedor porque invariavelmente são governos racistas, homofóbicos e que têm tradições de escravidão. Ultimamente, as maiores queixas são contra a Grã-Bretanha e até o ministro da Justiça, Flávio Dino, quer tomar providências para que o governo brasileiro determine também que para entrar no Brasil os cidadãos britânicos precisem de visto. Além disso, tem outro agravante: a principal jogadora dos Estados Unidos, a mais festejada e artilheira da atual Copa feminina, Megan Rapinoe, é LGBT e é admirada e respeitada no seu país. O jogador Mbappe, que é negro, está avaliado em 1,5 bilhão e é por isso que a França se destaca. Já os cidadãos ingleses que vêm para o Brasil estão envolvidos em negócios suspeitos como contrabando e tráfico internacional, bem como lavagem de dinheiro e isso vai ter reciprocidade. Uma decisão acertada do governo Lula, que ampliou o prestígio brasileiro em todo o mundo e tem condições de fazer exigências devidas nesse sentido.

Duelo entre a direita e a esquerda no Rio. Flávio Bolsonaro X Jandira Feghali

De Flávio Bolsonaro: “Um assassinato de reputação sem precedentes contra o melhor presidente que o Brasil já teve! Reviram tudo, não encontram nada e mais uma vez quebram a cara! Nunca houve qualquer vazamento, quebra de sigilo ou exposição, sem embasamento, de nenhum ex-presidente na história do País, mas contra Bolsonaro vale tudo!”. De Jandira Feghali, do PCdoB do Rio: “Bolsonaro agora, segundo Coaf, tocou o coração bolsonarista de empresários, advogados, pecuaristas, militares e agricultores e captou nada menos que R$ 17 milhões em seis meses. Negócio promissor. E esse recurso, via campanha de Pix, era para pagar dívida com o Estado de São Paulo de R$ 1 milhão por não usar máscara. Mas nem todo o pix do mundo vai livrá-lo do seu destino: a cadeia”.

Renan Filho, ministro dos Transportes, e Jader Barbalho Filho, ministro das Cidades, são nomes fortes para sucessão presidencial pelo MDB

Renan é filho de Renan Calheiros e Jader Barbalho Filho, do governador do Pará. São os dois caciques mais importantes do MDB nacional e que podem fazer valer muito a depender da COP30 que vai se realizar em 2025 no Pará. 

O baiano Bruno Dantas está no páreo para o STF

Lula encontra Augusto Aras na quinta-feira na posse de Cristiano Zanin. Nada de PGR, nem para ele, nem para Lindora Araújo. O PT não quer nenhum dos dois, enquanto Bruno Dantas tem eleitor até no próprio STF.

Uma disputa bilionária em Maceió e Minas Gerais agita Alagoas

Ex-deputado federal e usineiro em Alagoas e Minas Gerais, construindo fortuna de R$4 bilhões além de ter mais de R$1,5 bilhão em caixa, todos são filhos de João Lyra, um dos hoje mais ricos do país, que na época da campanha de Fernando Collor de Mello deu de presente R$25 milhões. Falecido, agora, seis filhos estão disputando a sua herança. Duas são conhecidas, inclusive Thereza Collor, ex-mulher de Pedro Collor e atualmente casada com um dos homens mais ricos do Brasil, Gustavo Halbreich.

Almoço com empresários

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, do PSD de Minas Gerais, está envolvido no próximo LIDE, evento do grupo Doria, marcado para dia 28 de agosto em São Paulo. No encontro ele deve discutir a tramitação e o texto final da Reforma Tributária. Esta é a quarta edição do evento que deve reunir mais de 400 empresários. Outras autoridades também já participaram do almoço: Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Arthur Lira, presidente da Câmara, além dos ministros Flávio Dino, da Justiça, e José Múcio, da Defesa. 

Vagas abertas

A lista dos indicados pela OAB é para vaga aberta após aposentadoria do ministro Felix Fischer. A lista quádrupla dos desembargadores é para cadeira de Jorge Mussi e Paulo de Tarso Sanseverino, falecido.

TSE multa e quer resposta

O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, e o então candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto, terão que apresentar a origem de recursos usados em atos de campanha realizados no feriado de 7 de setembro de 2022, em Brasília e no Rio de Janeiro, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. O órgão também multou os candidatos em R$ 55 mil, cada um, por manterem no ar publicações do evento. As decisões são do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, que marcou depoimentos de autoridades que estiveram de alguma forma envolvidas na realização dos eventos, como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB; o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL; o senador Ciro Nogueira do PP, que à época era o ministro-chefe da Casa Civil; e o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira. Isso levou a Carlos Bolsonaro que desferiu uma ofensa gratuita ao ministro que vai ter consequências.

Michelle no foco

Com a retomada da CPMI, Michelle Bolsonaro também pode ser convocada. A deputada federal Jandira Feghali, protocolou um requerimento para que a ex-primeira-dama deponha ao colegiado. A justificativa é de que a quebra do sigilo telemático de Cid revelou comprovantes de depósitos em dinheiro vivo feitos pelo militar na conta de Michelle, entre março e agosto de 2021, além de solicitações de saques em dinheiro vivo entre março e outubro do mesmo ano. Jandira Feghali pediu, ainda, a convocação do ex-coordenador administrativo da Ajudância de Ordens da Presidência Osmar Crivelatti, que integrava a equipe do tenente-coronel e, após o fim do mandato, foi nomeado assessor pessoal de Bolsonaro. Além das 3.500 páginas de documentos sigilosos solicitados pelos parlamentares aos órgãos competentes, a CPMI recebeu, no recesso, 39 vídeos do Ministério Público Militar e 35 horas de gravação das câmeras do Supremo Tribunal Federal, um dos principais alvos dos bolsonaristas no 8 de janeiro. Para dar conta do material, o colegiado fará uma força-tarefa com servidores cedidos por Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Banco Central e Receita Federal.

Doações superam bens

Os R$ 17,1 milhões arrecadados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de transferências Pix equivalem a oito vezes o que ele informou ter acumulado em patrimônio, ao declarar os R$ 2,3 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral na eleição passada. A cifra seria ainda suficiente para pagar cerca de 17 vezes as multas que levaram os apoiadores do ex-chefe do Executivo a fazer uma vaquinha para ele, no mês passado. A informação sobre a arrecadação milionária de Bolsonaro via Pix foi registrada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que também apontou que esse valor foi movimentado em 769 mil transações feitas para a conta do ex-presidente em seis meses, de janeiro a julho deste ano. Para o Coaf, as movimentações atípicas podem ter relação com a vaquinha feita por apoiadores para ajudar Bolsonaro a pagar multas impostas pela Justiça.

Bolsonaro arrecada mais de R$17 milhões via Pix

O ex-presidente Bolsonaro, segundo relatório do Conselho de Atividades Financeiras, nos primeiros seis meses deste ano arrecadou mais de R$17 milhões via Pix. O COAF atribuiu a intensa movimentação às vaquinhas e financiamento coletivo feitos nas redes sociais para pagar multa pelo não uso de máscara pelo ex-presidente durante a pandemia. Entre 1º de janeiro e 4 de julho, Bolsonaro recebeu mais de 77 mil transações, totalizando R$17,2 milhões. 

Michelle vai na cola

Segundo relatório do COAF, entre os principais doadores estão empresários do agronegócio, e também entre os destinatários há dez lançamentos para a ex-primeira-dama Michelle de R$56 mil. Também foram registradas 17 transferências, totalizando R$14 milhões para uma lotérica cujos sócios são irmão e sobrinho de Bolsonaro. Como se vê, Bolsonaro continua rico.

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