A política é um avanço civilizatório, que afasta o homem da barbárie e cria condições para uma vida social pacífica. Não tem cabimento a selvageria de certos trogloditas que não admitiram ainda a derrota nas urnas e extravasam seus recalques e frustrações em agressões físicas e verbais. O execrável comportamento dessa vez teve como alvo o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e sua família, que estavam embarcando para o Brasil no aeroporto de Roma. O trio de bolsonaristas não se limitou aos ataques orais. Um deles partiu para violência e agrediu fisicamente o filho do ministro. A PF já os intimou a prestar depoimentos e um deles esteve ontem na unidade policial. O trio é do interior de São Paulo, região pródiga, como dizia Paulo Francis, em “jecas”.
Gratidão baiana
Não é apenas a solidariedade conterrânea que motiva o lobby de Rui Costa e Jaques Wagner pela manutenção de Augusto Aras no posto de procurador-geral da República no governo de Lula. Há também certa gratidão. Aras aplacou os efeitos da Operação Faroeste sobre peixes grandes do PT baiano. Foram suas as indicações dos titulares da segurança pública para substituir aqueles que foram flagrados pela Faroeste em ações pouco republicanas. Nos lugares entraram gente da confiança de Aras: o excêntrico secretário de segurança pública Ricardo Mandarino, que ficou até o fim do mandato de Rui Costa, e o comandante da Polícia Militar, Paulo Coutinho, que permanece com Jerônimo.
Lixões e a inércia do MP
O pior crime ambiental que existe são os lixões que funcionam no Brasil afora em milhares de municípios brasileiros, pois o chamado chorume infiltra no solo e contamina lençóis freáticos causando danos irreversíveis ao meio ambiente. A lei de resíduos sólidos já foi aprovada há anos e mesmo assim os prefeitos nada fazem, fingem que não é com eles. E o que chama a atenção é a inércia do MP, órgão que tem a competência para processar os prefeitos, criminalmente inclusive, e nada fazem. A razão é clara, pois é comum nos municípios os prefeitos “agradarem” os promotores com “mimos” para trazerem os mesmos para seus lados e fazerem vistas grossas não só para os crimes ambientais como para outros tantos crimes praticados pelos alcaides. Até quando a população vai sofrer com isso? Até quando o MP vai continuar inerte?
Acelen vai perder refinaria
Já é dado como certo nos bastidores do planalto central que os sauditas vão perder a refinaria baiana comprada a preço de banana, ou a preço de joias. Só não se sabe ainda a forma da retomada, se será por desapropriação ou pela própria nulidade do negócio, dadas as suspeitas que pairam sobre o mesmo.
Tenda entrando água
Nesse período de fortes chuvas no Brasil, a população brasileira que comprou imóveis da Construtora Tenda tem amargado com a péssima qualidade dos imóveis. Circulam na internet centenas de vídeos de consumidores mostrando seus apartamentos alagados, pois as construções não suportam água e as paredes e tetos viram verdadeiras cachoeiras, destruindo móveis, deixando mofo e comprometendo a saúde dos moradores. O MP precisa abrir inquérito pra investigar a razão dessas catástrofes que têm prejudicado milhares de consumidores.
Parlamentares baianos estão entre os campeões de emendas
Os deputados baianos Leur Lomanto Jr, do UB, e Adolfo Viana, do PSDB, cada um recebeu R$32 milhões de emendas para liberar suas bases. Já o senador do PSD Ângelo Coronel recebeu R$54 milhões. A Bahia está com Lula. Entre os senadores campeões estão Eduardo Braga, R$54 milhões e o curioso: a mãe do senador Ciro Nogueira que recebeu também R$54 milhões. Como se vê, parlamentar gosta mesmo é de dindim.
CPI da Câmara quer pegar o MST da Bahia
A CPI do MST em Brasília tem um objetivo: o MST da Bahia. Essa é considerada a célula mais violenta e de maior número de invasões. Além disso, a CPI sabe que políticos baianos apoiam a CPI, inclusive alguns deputados. Eles serão convocados. É só aguardar logo após o recesso.
Sem doações
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por ser um político extremamente rico, não aceita nenhuma doação para suas campanhas. Sempre que procurado, abre mão e avisa que quando necessitar de algo, não será dinheiro e sim apoio. Doações para sua campanha nem pensar.
No Rio, o prefeito Eduardo Paes é o maior eleitor
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, vence todas as pesquisas para o governo da Cidade Maravilhosa. Extremamente hábil, tem aproveitado os espaços e conta com substancial apoio, principalmente do pessoal do petróleo. Pouca gente sabe que o Rio de Janeiro é o estado mais rico porque tem petróleo. Para se ter ideia, as torres de perfuração já somam mais de 40 e além do mais a sede da Petrobras fica ali.
São Paulo quer transformar as suas mansões em condomínios milionários
Os empresários mais ricos de São Paulo estão comprando as mansões mais valiosas, situadas principalmente no Jardins, para construção de condomínios cujos valores são só para paulistas ricos. Porém, há um problema: eles precisam de autorização da prefeitura e ainda não conseguiram.
Dupla imbatível
Pesquisas internas sinalizam ao prefeito Bruno Reis a necessidade de aliança com João Roma para selar a sua reeleição. O presidente do PL Bahia aparece bem nas sondagens. Quando se somam os índices dos dois, a fatura é liquidada com sobras no primeiro turno. Além disso, trazer Roma para seu lado dá a Bruno vantagem no tempo de rádio e tevê durante a campanha. Só o PL detém quase 20% da propaganda eleitoral. Na imprensa, já se intensificam as loas do alcaide soteropolitano ao ex-ministro da Cidadania. Nos bastidores também…
Alegria pra uns
Bolsonaro faz a alegria dos presidentes de partidos. Que o digam Luciano Bivar, no tempo do PSL, e Valdemar Costa Neto, do PL. O Capitão turbinou a receita da legenda de Bivar em R$1 bilhão, com os deputados federais eleitos à sua sombra em 2018. Agora, os fundos partidário e eleitoral da sigla de Valdemar, com os 99 deputados também puxados por Bolsonaro, ainda são mais vultosos. Chegam a mais de R$ 1,7 bilhão. Do extinto PSL, o ex-presidente da República saiu com uma mão na frente e outra atrás, deixando o polpudo fundo para a gestão do ingrato Bivar, que o peitou, forçando seu desligamento do partido. Mais cortês e diplomático, Valdemar procurou até consolá-lo pela derrota nacional, dando-lhe o título de presidente honorário da legenda e um bom salário. Mas, com a estrela em queda, depois da inelegibilidade e a perda dos direitos políticos por oito anos, Bolsonaro está sob ameaça de ficar sem desfrutar dos mimos de Valdemar.