Bolsonaro faz a alegria dos presidentes de partidos. Que o digam Luciano Bivar, no tempo do PSL, e Valdemar Costa Neto, do PL. O Capitão turbinou a receita da legenda de Bivar em R$1 bilhão, com os deputados federais eleitos à sua sombra em 2018. Agora, os fundos partidário e eleitoral da sigla de Valdemar, com os 99 deputados também puxados por Bolsonaro, ainda são mais vultosos. Chegam a mais de R$ 1,7 bilhão. Do extinto PSL, o ex-presidente da República saiu com uma mão na frente e outra atrás, deixando o polpudo fundo para a gestão do ingrato Bivar, que o peitou, forçando seu desligamento do partido. Mais cortês e diplomático, Valdemar procurou até consolá-lo pela derrota nacional, dando-lhe o título de presidente honorário da legenda e um bom salário. Mas, com a estrela em queda, depois da inelegibilidade e a perda dos direitos políticos por oito anos, Bolsonaro está sob ameaça de ficar sem desfrutar dos mimos de Valdemar.