Maré Vazia

“A maré não está para peixes”. O dito popular é um alerta aos “neo-incorporadores”, grupo de investidores imobiliários, liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, o empresário João Gualberto, o marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, etc. Por falta de demanda, a turma da Enseada do Castelo, razão social dos negócios, suspendeu o empreendimento Reserva dos Lagos, a primeira investida deles na região campestre da Praia do Forte, no Litoral Norte baiano.

Fracasso inesperado

Ao lado da Reserva Sapiranga, numa área de dois milhões de metros quadrados, o condomínio Reserva dos Lagos, com 462 lotes de 1200 m² a 1650 m², foi lançado cheio de pompas no final do ano passado. Mais de duas centenas de VIPs e bicões se deleitaram no glamouroso brunch, regado a deliciosas iguarias e caras bebidas. Mas sete meses depois as vendas não apresentaram o resultado esperado. Dessa vez, o empecilho à empreitada dos neo-incorporadores não foi de ordem ambiental ou o incômodo a vizinhos poderosos.

Ganância castigada

Depois de tantos êxitos imobiliários que desfiguraram a zona litorânea de Praia do Forte, tem nativo falando que o fracasso da investida campestre do Reserva dos Lagos foi um castigo dos céus à ganância dos neo-incorporadores. Pelo jeito, parece que a sorte nos negócios virou para a turma de ACM Neto, João Gualberto, Sidônio Palmeira, etc. O mega empreendimento da APP da encosta da Vitória, em Salvador, emperrou na Justiça Federal, e o de Trancoso, em Porto Seguro, já chamou a atenção do Ministério Público para as infrações ambientais.

Sabesp é privatizada em São Paulo

A companhia de abastecimento de água e tratamento de esgoto de São Paulo, a Sabesp, foi privatizada esta semana. O governo do estado vendeu 15% de suas ações para o Grupo Equatorial, que agora fica responsável pela gestão, mesmo que não tenha o controle acionário. Esse é um movimento polêmico, já que a população fez várias manifestações contrárias à privatização e os paulistanos vivem assombrados pelos problemas constantes da Enel, companhia privada que distribui energia em São Paulo.

Kamala Harris não vai ao discurso de Benjamin Netanyahu

A atual vice-presidente dos Estados Unidos, presidente do Senado norte-americano e candidata à sucessão presidencial pelo partido democrata, Kamala Harris, não estará presente no discurso que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fará no Senado. Sua assessoria informou que há um conflito de agendas, já que ela teria um compromisso estabelecido antes mesmo de se tornar candidata. Apesar disso, Kamala tem encontro marcado com Netanyahu, que também se encontra com o presidente Joe Biden e o candidato republicano, Donald Trump.

Cinco ouros olímpicos para o Brasil?

Com a proximidade do início das Olimpíadas de Paris, a torcida e as apostas estão crescendo. O Termômetro Olímpico Paris 2024 fez uma análise das chances dos nossos atletas conseguirem medalhas. Para o tão sonhado ouro: Beatriz Ferreira no boxe, Rayssa Leal no Skate, Gabriel Medina no surfe, Rebeca Andrade na ginástica olímpica e Isaquias Queiroz na canoagem. O vôlei feminino e o vôlei de praia também são grandes apostas de medalha este ano. 

Até o Pokémon Go está com calor

Essa semana, Portugal está em alerta para altas temperaturas e o alerta vem até em um popular jogo de celular, o Pokémon Go, que fica avisando os jogadores que o calor está excessivo. Em 2022, estima-se que mais de duas mil pessoas morreram em uma onda de calor em Portugal. No Brasil, no final do ano passado e início do verão, não era possível encontrar ar-condicionado portátil em nenhuma loja, inclusive na internet, na maior metrópole, São Paulo. Como será que tanto brasileiros quanto portugueses vão sobreviver aos próximos anos de mudanças climáticas? Só as medidas dos governos podem responder. 

A primeira autoridade brasileira a apoiar Kamala Harris

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, declarou: “Biden dá demonstração de enorme grandeza política ao compreender que os democratas precisam de um fato novo para enfrentar o conservadorismo extremista que ameaça o mundo”. Simone Tebet é muito competente.

Combustível Legal?

Na guerra pelo multi bilionário mercado de combustíveis brasileiro, o oligopólio formado por Raízen, Vibra (“BR”) e Ipiranga, que dominam o mercado há décadas e são os membros fundadores e patrocinadores do Instituto Combustível Livre (“ICL”), tem utilizado narrativas duvidosas para tentar eliminar concorrentes em ascensão. Além de denúncias ao Ministério Público, muitas julgadas improcedentes, o ICL tem tentado associar seus concorrentes a práticas de adulteração e associação ao crime organizado. Apesar das tentativas, o ICL tem deixado transparecer o que realmente lhe incomoda. Num produto onde grande parte do preço é formado por impostos estaduais, o grande fator para a competitividade tem sido justamente o pagamento dos impostos ou sua postergação.

Combustível Legal? II

Para ocultar práticas anticoncorrenciais praticadas pelo oligopólio contra adversários menores, o ICL tenta se posicionar como o grande defensor da arrecadação de impostos e da legalidade. Entretanto, uma análise mais aprofundada dos balanços de seus principais patrocinadores demonstra que a realidade é bem diferente. Além de benefícios pra lá de suspeitos para o etanol em São Paulo, concedidos após doações milionárias para candidatos ao governo do estado, seus membros devem bilhões de reais em impostos para os cofres estaduais e são usuários frequentes dos programas de parcelamento e compensação com precatórios. Ou seja, o que o ICL pretende é perpetuar o market share dos grandes e benefícios que só eles conseguem sustentam com sua poderosa máquina de lobby através do instituto.

Combustível Legal? III

Para defender o oligopólio dos combustíveis e práticas consideradas “legais” como o parcelamento, a compensação e os benefícios fiscais para poucos, o ICL tem como porta-voz e CEO o ex-deputado Emerson Kapaz, que ficou famoso quando foi citado na Comissão Parlamentar de Inquérito dos Sanguessugas. Na CPI, Kapaz foi acusado de fazer parte de um grupo de deputados que apresentaram emendas que permitiam fraudes em licitações para a compra de ambulâncias a preços superfaturados. Após este episódio, Kapaz foi afastado da campanha de Geraldo Alckmin em 2006, onde atuava como principal arrecadador. Em 2018 o caso foi encerrado e Kapaz inocentado.

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