Quase um século de prisão

O rescaldo da Operação Lava Jato sobrou para o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque. Ganhou as manchetes da imprensa ontem com a condenação de 98 anos em regime fechado pela Justiça Federal de Curitiba. É uma impactante pena pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Quase um século atrás das grades? Uma punição desta magnitude temporal tem caráter perpétuo para Renato Duque, que hoje está aos 68 anos. Isso seria se ele não estivesse no Brasil.

Na execução é outra coisa

Para sorte de Duque, no Brasil, ninguém cumpre mais de 30 anos de condenação em regime fechado seja lá qual for a hediondez do crime. O cumprimento da pena é diferente da dosimetria, que é o cálculo feito pelo juiz para fixar na sentença. A execução penal são outros quinhentos. Quando chega nessa etapa do processo, entra uma série de fatores, como a progressão de regime, bom comportamento do criminoso e quejandos, que reduzem a punição. 

Jeitinho brasileiro 

Um eficiente advogado, competente em tramitar no cipoal legislativo brasileiro, tira de letra e alivia em muito o castigo para o cliente. Aos 68 anos, Renato Duque já passou um tempo assistindo ao sol nascer quadrado, o que certamente será compensado na condenação atual. Ninguém duvide que um dos protagonistas do Petrolão ainda vá curtir sua terceira idade em liberdade. É muito provável que o quase um século de encarceramento não ultrapasse alguns anos. “O Brasil não é um país sério”, disse alguém, algum dia. “Tem um jeitinho pra tudo”.

Cadê os outros?

Enquanto Renato Duque vai de novo para a cadeia por decisão judicial, muita gente envolvida no Petrolão leva a vida numa boa. Se não, vejamos a desenvoltura dos próceres do MDB, PP e Centrão na República brasileira. O ex-deputado federal Eduardo Cunha já andou até se candidatando novamente. Foi rechaçado pelo eleitor, mas ainda circula influente por Brasília. O ex-presidente Michel Temer é o consultor-mor da República, sempre sendo procurado pelas autoridades. O senador Ciro Nogueira, personagem de relevância no Petrolão, hoje é um defensor da elegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A dupla fenomenal da Espanha vai disputar as Olimpíadas de Paris

Imaginem vocês, Rafael Nadal e Carlos Alcaraz vão representar a Espanha nas Olimpíadas de Paris. Alguém imagina que esta dupla vai perder?

PF já monitora 120 golpistas que fugiram para a Argentina

O governo da Argentina já passou para a PF os nomes dos 120 golpistas do 8 de janeiro de 2023 que fugiram para o país portenho. Sem perdão, eles serão presos.

Cidades europeias continuam rejeitando o turismo internacional

Lisboa, Madri, Barcelona, Praga, Veneza e outras cidades europeias não querem mais receber turismo intencional. Já estão superlotadas e, principalmente, descobriram uma maneira de evitar a presença de turistas. Os preços da hotelaria, restaurantes, passeios e transporte são simplesmente exorbitantes. Para se ter uma ideia, Paris tem hoje os preços mais caros do mundo. É recomendável que o turista que for para as Olimpíadas leve muita grana, do contrário voltará do aeroporto Charles De Gaulle. Isso sem falar nos preços das passagens aéreas. 

Prestígio da Justiça Eleitoral do Brasil em alta

O governo do ditador Maduro aceitou a presença de observadores do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil. Isso repercutiu favoravelmente em todos os países que adotam a democracia como base principal. As ameaças de Maduro não intimidam mais a democracia de todo o mundo. A Justiça Eleitoral do Brasil é reconhecida mundialmente com uma das melhores e mais eficientes.

Arthur Lira aponta o trio de onde sairá seu substituto

Ao afirmar que no mês de agosto vai sair o nome que o substituirá na presidência da Câmara, o deputado federal Arthur Lira disse que três deputados extremamente qualificados vão disputar o cargo. Citou Marcos Pereira e a dupla baiana Elmar Nascimento e Antônio Brito. “Todos os três são capazes. Quem melhor se viabilizar terá o meu apoio”.

Elmar e Marcos fazem acordo para segundo turno

O baiano Elmar Nascimento e o paulista Marcos Pereira já firmaram acordo: se um cair, apoiará o outro no segundo turno. Antônio Brito ficou em silêncio, afinal de contas, ele tem o apoio do eleitor número um do país que é o presidente Lula.

Quem é quem no colégio eleitoral

O União Brasil, de Elmar Nascimento, tem 53 votos; o PSD, de Antônio Brito, e o Republicanos, do Marcos Pereira, cada qual tem 44 votos. O colégio eleitoral tem 513 deputados.

Cai, cai, Jerão

Na contramão da ascendente aprovação popular do prefeito Bruno Reis, a do governador Jerônimo Rodrigues desce a ladeira em Salvador. De acordo com pesquisa do Instituto Paraná, de janeiro a julho deste ano, a avaliação positiva de Jero já caiu 14,7%. Bateu na trave para receber a nota vermelha do povo soteropolitano. Pela última sondagem deste mês, o índice de aprovação ficou em 50,4%. A continuar nesse ritmo de cai, cai, Jerão vai tomar bomba no final deste ano, com nota abaixo da média: possíveis 43% de aprovação ou, quiçá, pior.

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