Estatística e realidade I

“Você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos”? A ironia do comediante Groucho Marx cai como uma luva quando se lê o noticiário da queda da violência na Bahia, anunciada pelo secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Werner. O auxiliar do governador Jerônimo Rodrigues nem se envergonhou de divulgar os tímidos números diante da calamidade criminosa que aterroriza o povo baiano. De que valem números de fontes duvidosas, quando as percepções mais naturais e espontâneas das pessoas constatam o contrário?

Estatística e realidade II

A segurança pública na Bahia precisa de ações concretas e eficazes, que debelem, enquanto ainda há tempo, a criminalidade e a violência que se enraízam no tecido social. Como esperar que isso aconteça, quando a inteligência, se é que existe, não é priorizada. Fica impossível até que seja. A Polícia Civil baiana não é capaz de investigar nada, tamanha a sua débil estrutura tecnológica. Diante da inoperância, a população não se motiva nem a fazer o registro dos crimes que são vítimas, o que resulta em subnotificações que dão em estatísticas distantes da realidade.

Estatística e realidade III

Para piorar, o terceiro setor, ONGs voltadas à segurança pública, a exemplo do Atlas da Violência e do Anuário da Segurança Pública, divulgam levantamentos conflitantes sobre os índices de criminalidade. No mês passado, o Atlas da Violência anunciou que Santo Antônio de Jesus era a cidade mais violenta do Brasil. Já no Anuário da Segurança Pública, divulgado esta semana, o município do Recôncavo Baiano não apareceu mais nem entre as dez mais violentas. 

Estatística e realidade IV

Quais fontes e metodologias essas entidades utilizam em suas pesquisas? Em vez de alardear, a imprensa deveria questionar os responsáveis pelo Atlas da Violência e Anuário da Segurança Pública sobre os discutíveis dados desses levantamentos. Nunca foi tão lúcida e elucidativa a ironia de Groucho Marx: “Você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?”

Ramagem X Bolsonaro

Dizem as más línguas, que no Rio de Janeiro são muitas, que o ex-presidente Jair Bolsonaro recobrou a memória e lembrou que fora informado por Alexandre Ramagem que a famosa “reunião da rachadinha” estava sendo gravada. Mesmo assim, continua, como ele mesmo diz, no seu linguajar chulo, “p. da vida” com Ramagem. Para fazer as pazes, participou, na manhã da quarta-feira (18/07) de um ato com o pré-candidato a prefeito do Rio (PL), na Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte. O governador Cláudio Castro (PL), o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL), o deputado estadual Thiago Gagliasso (PL) e o deputado federal Hélio Lopes (PL) estavam lá; mas o clima era de velório. Como estava combinado, Jair Bolsonaro reafirmou seu apoio ao ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e confirmou que está na campanha de corpo e, não tanto, de alma. O clima no PL não é nada bom, mas a direção conseguiu convencer Bolsonaro de que trocar o candidato a essa altura do campeonato pode ser pior do que um desempenho medíocre, o que a direção do partido tem como certo. O seguidor fiel, deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), já estava todo animado. De qualquer forma, seguindo seu estilo, Bolsonaro deu um jeito de se deslocar de uma derrota anunciada, “Isso aqui hoje não é campanha política, não é comício. É uma rápida passagem do que nós estamos apresentando como possibilidade para o Rio.”

Janja vai às Olimpíadas de Paris, mas volta rápido

A socióloga Janja vai representar o governo do Brasil na abertura das Olimpíadas de Paris. Mas fica poucos dias, afinal de contas, ela está sendo requisitada pelo PT e partidos coligados para participar do processo eleitoral municipal. Culta, politizada, Janja é uma revelação política nacional. Quem viver verá.

Gabrielli: o baiano era o presidente da Petrobras quando explodiu o escândalo que ceifou várias cabeças

Quando o escândalo da Petrobras volta ao noticiário com a prisão de Duque, um nome é lembrado: Sérgio Gabrielli, o seu presidente. Um baiano, que apesar de ter os bens penhorados, provou que na sua época cada diretoria da empresa era independente. Não demorou muito Gabrielli não só recuperou seus bens como também seus direitos. Hoje, ele transita com sucesso no governo do PT. 

Apagão global paralisa o mundo

Ontem, o mundo ficou paralisado. Prejuízo de bilhões de reais. O episódio mostra que o homem cria tecnologias, mas não consegue dominá-las. Ontem, ele teve um aviso de que não adianta criar, tem que aprender a dominar e até agora não conseguiu.

Tribunal de Justiça da Bahia em crise I

O corregedor nacional de justiça, Luís Felipe Salomão, encerrou no último dia 12 de julho a correção extraordinária do Tribunal de Justiça da Bahia iniciada no último dia 9 de julho. 

Tribunal de Justiça da Bahia em crise II

Não bastasse o escândalo da Operação Faroeste, que ainda tem desdobramentos cruciais, um novo de magnitude extraordinária no sul da Bahia, mais precisamente em Porto Seguro, vai impactar, prejudicando sensivelmente a justiça baiana.

Na mosca. O espião da Abin responsabiliza os servidores pelos atos criminosos

Em mais de 12 horas de depoimentos, o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, com novo visual após se submeter a harmonização facial, declarou que era inocente e que a espionagem foi provocada pelos servidores da Abin. Com cinismo crucial, ele saiu sem dar declarações e ontem já estava circulando em áreas do Rio de Janeiro dominadas pelas milícias e pelos bolsonaristas. 

Eduardo Paes já tem 600 mil votos de vantagem

O atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em todas as pesquisas, coloca 600 mil votos na frente de qualquer que seja seu adversário. Não há tempo útil para que o bolsonarismo sequer diminua essa diferença. 

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