Dizem as más línguas, que no Rio de Janeiro são muitas, que o ex-presidente Jair Bolsonaro recobrou a memória e lembrou que fora informado por Alexandre Ramagem que a famosa “reunião da rachadinha” estava sendo gravada. Mesmo assim, continua, como ele mesmo diz, no seu linguajar chulo, “p. da vida” com Ramagem. Para fazer as pazes, participou, na manhã da quarta-feira (18/07) de um ato com o pré-candidato a prefeito do Rio (PL), na Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte. O governador Cláudio Castro (PL), o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL), o deputado estadual Thiago Gagliasso (PL) e o deputado federal Hélio Lopes (PL) estavam lá; mas o clima era de velório. Como estava combinado, Jair Bolsonaro reafirmou seu apoio ao ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e confirmou que está na campanha de corpo e, não tanto, de alma. O clima no PL não é nada bom, mas a direção conseguiu convencer Bolsonaro de que trocar o candidato a essa altura do campeonato pode ser pior do que um desempenho medíocre, o que a direção do partido tem como certo. O seguidor fiel, deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), já estava todo animado. De qualquer forma, seguindo seu estilo, Bolsonaro deu um jeito de se deslocar de uma derrota anunciada, “Isso aqui hoje não é campanha política, não é comício. É uma rápida passagem do que nós estamos apresentando como possibilidade para o Rio.”