Fogo amigo, ou só fogo?

Qualquer político profissional sabe assoprar ou morder como lhe convém. E, dependendo do caso, fazer aquela cara de paisagem quando é necessário ficar mudo. Caso seja obrigado a falar usa a conhecida frase “nem a favor, nem contra, muito pelo contrário”… Produtor do blog, entretanto, saiu em trabalho de pesquisa para contabilizar quantas vezes o alcaide de Salvador ACM Neto opinou favoravelmente sobre ações da gestão do presidente Bolsonaro. Surpresa: as críticas baianas ganham de goleada sobre os possíveis elogios do baiano. Neto, mesmo sendo presidente do DEM, partido colaborador do governo bolsonarista, tenta de todas as formas não se comprometer favoravelmente com o estilo e as ações do “capitão”. Político nascido e criado no poder baiano, escorrega como pode, sempre ligado nas consequências midiáticas e eleitorais locais e nacionais.

Fogo amigo, ou só fogo? II

Há alguns meses, em sua cidade, o prefeito ACM Neto deu um autêntico “zignal” e evitou visitar o hóspede Bolsonaro que descansava na praia de Inema em Salvador. Alegou muito trabalho na agenda pré festas de fim de ano. Ontem, animado no meio da folia do bloco Furdunço que abriu o carnaval da capital baiana, o prefeito se exaltou e deu uma lição de moral no presidente, com relação ao episódio do ato presidencial de dar uma banana para a imprensa em Brasília. Palavras de Neto “governantes têm que estar prontos para agir com equilíbrio… Eu discordo inteiramente disso. Condeno…Não posso concordar com esse tipo de coisa. É um erro”. Como se fala na Bahia, “Neto retou!”. Com mais essa, o placar das críticas está numa goleada de 7 a 1.

Venda casada é crime

Apesar da fiscalização e punições severas do Banco Central, o Banco Bradesco continua tentando empurrar seguros, sem avisar devidamente aos clientes, em contratos de financiamentos. Em um caso recente, um leitor do blog só percebeu a “pegadinha” quando estava assinando o contrato de financiamento na agência. Ao questionar o gerente, o cliente foi informado que o seguro era recomendável, mesmo em uma operação com garantia do veículo e com uma boa entrada. Após dizer que iria cancelar a operação e fecha-la com outro banco, o Bradesco voltou atrás e fechou o financiamento com a mesma taxa e sem o seguro. Como venda casada é crime, o Bradesco não fez mais que sua obrigação.

Operação Faroeste na Bahia vai apresentar novidades

A compra de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia que já prendeu desembargadores, advogados e empresários, vai apresentar novidades durante o carnaval. Tem novos políticos e empresários que estão sendo investigados. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal não brincam no carnaval. 

Empresário baiano tem prisão decretada pela Justiça

O empresário baiano Creso Dourado está com prisão pedida pela Justiça capixaba por formação de quadrilha e estelionato. Há poucos anos ele se envolveu em três episódios marcantes na vida empresarial brasileira quando anunciou a compra da Daslu e do mais antigo jornal da Bahia: A Tarde. Pagou com cheque sem fundo e ficou sem nenhum. Novo processo dele corre em segredo de Justiça. 

A dupla que não para

O vice-governador do estado, João Leão, e o senador Otto Alencar não têm domingo nem feriado. Sempre que estão no estado viajam para o interior. É o que ocorre agora quando o deputado federal Cacá Leão, filho do vice-governador, só no último final de semana visitou dez municípios. O senador Otto Alencar também não para. Leão e Otto, cada um, querem fazer no mínimo 100 prefeitos nas eleições municipais. Com isso ficam no tabuleiro e quem quiser ganhar o pleito estadual terá que ter os dois como aliados.

Carnaval baiano precisa se reinventar

Aliás, do mesmo jeito que o carnaval de Salvador vem perdendo seu encanto para os turistas que sonhavam no passado com blocos e abadás, e que minguaram por falta de interessados em pagar uma fortuna para desfilar, está ocorrendo o mesmo vacilo pela ganância dos empresários e da prefeitura com a montagem excessiva de camarotes nos principais circuitos dos trios elétricos. O sinal já foi dado este ano, com o aumento de turistas em direção ao carnaval de blocos de rua de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Em Salvador, paga-se até mais do que três mil reais por noite em um lugar no camarote pra ver um trio elétrico com um artista baiano passar na avenida. Já nas folias paulistas e cariocas, a alegria das batucadas dos artistas anônimos custa zero e é em qualquer esquina.

Crivella corajoso

Em tempo, apesar do blog discordar de diversos atos do prefeito Crivella, do Rio de Janeiro, tem que se tirar o chapéu para a personalidade e a coragem da sua posição em dar um freio de arrumação nesta política de incentivo oficial ao desfile das escolas de samba no Sambódromo. Festa linda, mais cara para assistir, mesmo nas arquibancadas. Os mais ricos, aliás, milionários desembolsam até sete mil reais por uma noite abrigados em privilegiados camarotes. A LIESA, Liga Independente das Escolas de Samba, entidade que cuida há anos dos desfiles fatura alto com a festa. A TV Globo, por exemplo, paga cerca de dois milhões de reais a cada escola para desfilar. A entidade das escolas ganha com porcentagens em espaços para camarotes e outras publicidades de pista. Crivella bate pé firme com a conta, e usa um argumento bem oportuno para não dar mais qualquer subsídio municipal como, por exemplo, uma agremiação tipo a Mangueira, ganhar um desfile e faturar prêmios, e a escola bem como a LIESA nada fazerem pelos barracos do bairro ou pelos moradores durante todo o ano.

Zema de mudança

O forte embate entre o governador de Minas Gerais Romeu Zema (NOVO) e o presidente da legenda, o empresário João Amoedo, deve tirar do Partido NOVO seu único governador. Após a negativa de Amoedo que impediu que o NOVO mineiro lançasse candidaturas à prefeito em 30 cidades estratégicas em Minas, Amoedo começou um promissor namoro com o partido Patriota.

Fim da festa

A temporada de divulgação do balanço dos grandes bancos, que formam o oligopólio que domina o sistema financeiro brasileiro, foi encerrada em grande estilo com o resultado recorde do Banco do Brasil. Santander, Itaú, Bradesco e Brasil reportaram os maiores resultados de sua história. Apesar dos recordes históricos e dos números estratosféricos, o desempenho das ações dos grandes bancos já começa indicar que a expectativa dominante no mercado é que estes resultados dificilmente se repetirão. Com a crescente competição das Fintechs, novos formatos e novas tecnologias aprovadas pelos reguladores, juros menores nos bancos públicos e uma estrutura de custos arcaica e pesada, os grandes bancos privados tem pela frente o maior desafio de sua história. Pelo visto, a festa acabou, para o bem dos correntistas.

Na mosca

Desde a primeira hora que foi noticiada a morte do ex-policial Adriano Nóbrega pela Polícia Militar da Bahia, este blog antecipou que o cadáver seria motivo de uma ação política. O governador da Bahia, Rui Costa, pecou na comunicação. A matéria da revista Época é muito forte e coloca em xeque o episódio. No final de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a ação da Polícia Militar da Bahia, governada pelo PT, pecou. O governador Rui Costa acusou o golpe e atacou a Presidência da República. O episódio está longe de acabar. Agora, a Bahia não pode ser prejudicada por esta ação. É preciso tranquilidade e responsabilidade.

A revolução do Pix

O anúncio, na semana passada, do nome da nova modalidade de transferência de recursos pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, acendeu um alerta vermelho máximo no oligopólio bancário que domina o país. Com o PIX, as transferências de recursos financeiros serão instantâneas, 24 horas por dia e sete dias na semana. A novidade, que deverá estar disponível até o final deste ano, renderá muito mais comodidade e agilidade nos pagamentos eletrônicos foi amplamente comemorada pelas Fintechs e Banco Digitais. A celebração só não aconteceu no grandes bancos, que já prevêem a perda de bilhões de reais com a diminuição das tarifas abusivas atualmente cobradas nos DOCs e TEDs.

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