BTG no spotlight

A divulgação de novos trechos da delação de Antonio Palocci deixou André Esteves, sócios e ex-sócios do BTG preocupados com o que está por vir. Gestores de crise terão muito trabalho neste final de semana.

PDT vai perder a musa da Câmara

A bancada do PDT na Câmara Federal tem apenas 32 membros. Oito acabam de ser suspensos porque votaram a favor dos aposentados, contrariando o que o partido desejava. Nesse episódio, a paulista Tabata Amaral, com apenas 25 anos de idade, foi o destaque e hoje nas primeiras pesquisas se elege facilmente prefeita de São Paulo batendo Haddad com larga margem de vantagem.

Na Bahia PDT quer ter candidato à prefeitura de Salvador

O deputado federal Félix Mendonça Júnior quer ser candidato à prefeitura de Salvador. Ainda não sabe se tem votos, mas a sua candidatura pode negociar cargos no futuro. O PDT de Carlos Lupi sempre procedeu assim. 

Revolução do gás

Além da abertura do setor do gás, o Governo Federal irá anunciar a descoberta do maior campo terrestre de gás do país na próxima semana. O campo fica no Mato Grosso e já movimenta investidores interessados em transformar a matriz energética brasileira. 

Os favoritos do PP tem denúncias no STF

Os deputados Aguinaldo Ribeiro e Arthur Lira, ambos do PP, são os dois nomes que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estuda para sua sucessão. Estão denunciados no STF e consequentemente podem ser atropelados até lá. 

Tratamento diferenciado

Após a visita de Jair Bolsonaro a Israel, grandes grupos e investidores daquele país já estão se associando a gestoras de recursos brasileiras para explorar oportunidades na área de infraestrutura, defesa e alta tecnologia.

 

Cipoal tributário

O governo e o Congresso disputam o controle da pauta econômica. O objeto do conflito, agora, é a reforma tributária. A Câmara tomou a dianteira quando o líder do MDB, Baleia Rossi (SP), apresentou uma proposta de emenda constitucional elaborada com base nos estudos do economista Bernard Appy e de seu Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). Já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, esse projeto tramita numa comissão especial instalada na última semana.

Cinco por um

A proposta de Baleia atinge apenas os impostos sobre o consumo. Reúne cinco em um só tributo. Por ela, o IPI, a Cofins, o PIS, o ICMS e o ISS dão lugar ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Esse imposto será cobrado pela União no destino onde os produtos e serviços são consumidos. A arrecadação será distribuída com os estados. Se aprovado, acaba com a guerra fiscal e facilita a administração tributária.

Corrida maluca

A celeridade que a Câmara deu ao projeto de Baleia entusiasmou outros atores a disputar o protagonismo da reforma tributária. Na Câmara, o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), protocolou um projeto que resgata a ideia de imposto único advogada nos anos 80 pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra. Pelas regras da Casa, a proposta de Bivar será analisada junto com a de Baleia na comissão especial. 

Aperta o Cintra

A comissão especial também será o palco da análise da proposta de reforma tributária que Marcos Cintra e o Ministério da Economia prometem entregar e que, até agora, é uma incógnita. Cintra deu sinais contraditórios sobre sua proposta. Em outubro passado, divulgou um artigo criticando o IVA, algo semelhante ao IBS. Suas declarações mais recentes são no sentido de criação desse mesmo IVA. Cintra também relativizou sua defesa do imposto único, resgatado pelo projeto de Bivar e por um projeto apresentado pelo instituto Brasil 200, do empresário Flávio Rocha.

Dono da bola

O responsável pelo texto final do projeto de reforma tributária será o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da comissão especial que analisa a PEC apresentada por Baleia Rossi. Indicado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Ribeiro deve seguir a proposta de Baleia e Appy. Em primeiro lugar, porque é ela que está em tramitação. Depois, porque é a que agrada Rodrigo Maia, que defende o protagonismo da Câmara sobre o do governo. E Aguinaldo Ribeiro é visto como possível candidato a presidente da Câmara e precisa do apoio de Maia para chegar lá.

Risco Senado

O Senado também almeja protagonismo na reforma tributária. O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) convenceu o presidente da casa, David Alcolumbre (DEM-AP), a dar seguimento a uma quarta proposta de reforma tributária – as três outras são a de Baleia Rossi, a de Luciano Bivar e a do governo, ainda desconhecida mas já prometida. Álvaro Dias resgatou um projeto do ex-deputado Luiz Carlos Hauly. Ele foi aprovado pela Câmara, mas deixou de tramitar porque Hauly não se reelegeu. A ideia de Dias é recomeçar do zero a análise desse projeto no Senado.

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