Lula, para chegar a 2027, precisa atravessar 2026

Vem eleições, e o Lula tem três cenários pela frente:

– Não se candidatar e blindar a sua biografia;

– Se candidatar e vencer, e ter que lidar com a contenção fiscal;

– Se candidatar e perder, e encerrar sua carreira política com uma derrota;

Se se candidatar, perde. Mesmo que vença. A estratégia que melhor garante a sustentabilidade, não do Lula, mas do seu projeto, quem quer que seja seu herdeiro, é abdicar da própria candidatura e deixar a centro-direita desarmar a bomba fiscal e colher os prejuízos eleitoreiros dessa agenda. Tal como Temer, que chegou a 2018 com 2% de popularidade. Presidentes não caem por rejeição. Caem pela economia. Collor em 1992. Dilma em 2016. João Figueiredo em 1985. Risco pior que trair a própria agenda é ignorar o tamanho do problema. A saída de cena na hora certa evita ambos os riscos. Lula sempre fala que será candidato, mas condiciona à sua boa saúde. Plantou a própria válvula de escape. Talvez nem mesmo ele saiba ainda, é tentadora a permanência no poder, mas ele sabe fazer cálculos. Dois mil e vinte e sete será o primeiro ano de mandato do próximo presidente, e, em todos os aspectos, nos lembrará 2015. Não será um ano fácil. Talvez, não seja em todos os aspectos. Talvez algo positivo fique, que não havia lá em 2015: perspectiva.

Todos os textos acima são de um jovem e bem-sucedido advogado dos meios jurídicos de Brasília, Daniel Camargo.

Do Guardanapo ao Lenço: o rastro de um rompimento explosivo nos bastidores do poder

Se, no passado, uma simples fotografia com guardanapos na cabeça derrubou nomes influentes da política, agora o estopim pode ser ainda mais devastador. A crise atual tem como protagonista um personagem até então discreto, um excluído, atacado e abandonado, que acumulou provas, memórias e ressentimentos. Sua reação não nasce do nada: além de ter sido afastado, foi covardemente atacado e deixado à própria sorte em um dos momentos mais difíceis de sua vida. Esse ex-aliado, que transitava livremente pelos corredores do poder, detém um arsenal de documentos e informações: de notas fiscais a conversas comprometedoras, passando por detalhes de negócios de bastidores. Ele não apenas ouvia — e fingia não ouvir — como também articulava e participava de tratativas controversas. Pagava contas, assumia compromissos e acompanhava de perto negociações sensíveis. O alvo de sua fúria agora é duplo: um poderoso secretário e o mandatário atual. Segundo apuração, a briga que deflagrou o rompimento tem a mesma raiz que ameaça corroer este governo: a palavra dada e não cumprida. Soma-se a isso a falta de liderança do atual chefe do Executivo, que, em vez de acolher e dialogar, preferiu a omissão — e deixou crescer um ressentimento que agora transborda. Onde acaba o diálogo, começa a guerra — e esta promete não poupar ninguém.

Tarcísio ultrapassou todos os limites e agora terá que se retratar com o STF

As declarações de Tarcísio de Freitas em manifestação pública, ao afirmar que “ninguém aguenta mais a tirania de Moraes” e que “não vai aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer”, ultrapassaram os limites do aceitável na política institucional. Se deseja manter qualquer futuro político, incluindo o apoio do mercado financeiro da Faria Lima, que já estaria avaliando outras alternativas, Tarcísio precisará se retratar e demonstrar respeito às instituições.

Bahia pode fazer história com a eleição do primeiro baiano para presidir a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Na próxima semana, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica viverá um momento histórico. Pela primeira vez, a Bahia terá a oportunidade de ver um conterrâneo disputar o comando da maior entidade da especialidade no mundo. O cirurgião Marcelo Sampaio, formado pela UFBA e hoje radicado em São Paulo, onde brilha como um dos mais conceituados nomes da cirurgia plástica nacional, atuando no Hospital Sírio-Libanês, é candidato e carrega consigo o sonho e o orgulho de toda a comunidade médica baiana. Se eleito, escreverá uma página inédita na história da medicina, projetando a Bahia para o mais alto patamar do cenário internacional.

Renovação de visto de Haddad é primeiro sinal de que Eduardo Bolsonaro perde força junto a Trump

A recente renovação do visto diplomático de Fernando Haddad sinaliza uma fragilização do discurso de Eduardo Bolsonaro, que insistia em desgaste com o governo dos EUA e aponta que influências extremistas estão sendo relativizadas em Washington. Se o visto segue ativo para Haddad, isso sugere que os laços de Eduardo com as lideranças trumpistas estão em queda e talvez a Faria Lima já analise alternativas mais alinhadas ao pragmatismo.

Autor da Lei da Ficha Limpa não aceita modificações 

O ex-juiz Marlon Reis, autor da Lei da Ficha Limpa, anunciou que vai pedir ao presidente Lula para vetar o projeto aprovado que reduz o tempo de inelegibilidade modificado no Congresso. Ele afirma que, se Lula não vetar, vai recorrer ao STF, já que a modificação feita afronta a sociedade brasileira. 

Força nacional de segurança protege invasões no extremo-sul da Bahia

Produtores rurais do extremo sul da Bahia denunciam que o MST, fantasiado de indígena, com apoio do governo do estado da Bahia, prossegue nas invasões da região. A força nacional chegou ao local obedecendo às ordens do governador baiano Jerônimo Rodrigues, que é francamente favorável ao MST. Não é sem razão que, no extremo sul, Lula e Jerônimo vão sofrer uma fragorosa derrota. 

Ninguém suporta mais

Virou uma chateação o julgamento de quem tentou dar o golpe. Os advogados de Defesa são chatíssimos e os ministros do STF, principalmente Luiz Fux que é uma mala. Chega! 

De primeira: Simone Tebet lidera as pesquisas para o Senado em São Paulo 

Este blog foi o primeiro noticioso a antecipar que a ex-senadora pelo Mato Grosso do Sul e ministra do Planejamento seria candidata ao Senado por São Paulo diante do seu prestígio pessoal. A mais nova pesquisa revelada esta semana aponta Tebet liderando o processo, batendo, inclusive, o deputado federal Eduardo Bolsonaro com larga margem de votos. O episódio foi o assunto ontem no Congresso Nacional. A ministra do Planejamento do atual governo será uma das futuras senadoras do estado de São Paulo.

Alckmin surpreende tanto para o governo quanto para o Senado

Diante das idas e vindas do governador Tarcísio de Freitas, da sua ação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e também do apoio maciço que tem dado a Benjamin Netanyahu no processo de genocídio de Gaza, ele perdeu prestígio e pode perder ou o governo, ou a sucessão presidencial. Afinal de contas, ele pode ser um bom técnico, mas é um péssimo político e, com isso, Geraldo Alckmin está cada vez mais solidificando sua candidatura ou ao governo, ou ao Senado em São Paulo, para os dois cargos ele vence e só perde por pequena margem para Tarcísio. 

BRB não desiste da compra do Master

O governador de Brasília, Ibaneis Rocha, acaba de afirmar que o BRB vai insistir na compra do banco Master. Ele sabe que André Esteves, com apoio do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central, quer destruir a negociação. 

Kassab vai a Recife e a sua candidata cresce nas pesquisas

Na última semana, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi a Recife e a governadora Raquel Lyra, que estava em desvantagem contra o prefeito João Campos, do PSB, agora já se aproxima e ameaça o atual prefeito. Decididamente, Kassab é um pé quente.

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