Sala VIP ou Sauna VIP?

A sala VIP do Aeroporto de Salvador virou motivo de indignação. Há mais de quatro meses, o espaço funciona sem ar-condicionado, submetendo passageiros a calor excessivo, desconforto e condições inadequadas. O que deveria ser sinônimo de conforto e acolhimento se transformou em um ambiente insalubre. Os passageiros seguem pagando por um serviço premium que, na prática, não está sendo entregue. O problema se agrava porque é justamente quando Salvador está recebendo turistas de todas as partes do Brasil. É lamentável que isso aconteça sem nenhuma providência.

Isaac tenta blindagem

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, que de santo nunca teve nada, tem externado a ilustres líderes partidários a sua preocupação com uma eventual CPI do Banco Master. Além de expor as mazelas do Banco Central, especialmente a falta de fiscalização adequada e prevaricação, o receio de Isaac é que desenterrem os seus atos, quando ainda atuava em um conhecido escritório de advocacia.

Isaac tenta blindagem II

Para tentar evitar uma fiscalização mais severa das instituições financeiras que defende, Isaac Sidney criou uma narrativa perfeita, a defesa do Banco Central como instituição na grande imprensa. Apesar de entrevistas em série de ex-presidentes, quem conhece em detalhes o Banco Central de hoje sabe que a estrutura da instituição, além de muito menor, perdeu muito na qualidade dos profissionais, especialmente seus diretores que ganham menos que analistas recém-contratados de bancos de investimentos. Sem recursos e com um time velho e capenga, há anos o Banco Central só reage a incêndios de grandes proporções como o do Master. A operação Carbono Oculto e o NU são prova disso. Bilhões de reais circularam livremente por contas em instituições financeiras e fintechs, que teoricamente eram fiscalizadas por um regulador que vive de passado e não desce do pedestal. 

Vitória de Alcolumbre

Após sucessivas derrotas no Congresso, Lula jogou a toalha e nomeou os indicados de Davi Alcolumbre para a presidência e a diretoria da Comissão de Valores Mobiliários. Grande derrota para Fernando Haddad e André Esteves, do BTG, que não emplacaram suas indicações.

Briga pelo Banco Central

De férias na Suíça, André Esteves ficou extremamente preocupado com a indicação de Lula para a presidência da CVM. Derrotado, Esteves acionou Haddad e Galípolo para não perder novamente no Banco Central, onde a indicação do novo diretor do DEORF deve sair nos próximos dias. Para quem não se lembra, Esteves e o BTG foram os maiores beneficiários da gestão de Renato Gomes no DEORF. Gomes deixou o cargo no mês passado, um mês depois da polêmica liquidação extrajudicial do Banco Master. 

Holofote no baiano

A CPMI do INSS colocou o ex-presidente do Banco Master e atual controlador do Banco Pleno, Augusto Lima, de volta na sauna. Sócio do Credcesta e ligado a associações que estão sendo investigadas, Guga era o responsável pela originação das operações de crédito consignado com aposentados do INSS. Preso na operação Compliance Zero, Guga já foi sócio de Henrique Peretto, da Cartos, também preso na operação pela coordenação das operações de cessão de carteiras para o BRB. 

Sem fiscalização 

A reação do Banco Central às solicitações do Tribunal de Contas da União revelou um quadro extremamente preocupante. Apesar de ser uma autarquia, que recebe recursos públicos, a atual diretoria do Banco Central não quer que o TCU cumpra um dos seus principais papéis, o de fiscalizar. O caso Master expõe a soberba de diretores indicados do Banco Central, que, apesar de serem indicados por políticos e sabatinados pelo Senado, se acham independentes e acima da lei. Quem entende do assunto, sabe que a independência do Banco Central é mais uma obra de ficção para inglês ver. Prova disso é o currículo de seu atual presidente, que não seria contratado nem para estagiário em qualquer banco relevante da Faria Lima. Com jabutis mal remunerados, de segunda classe e indicados por políticos, cabe sim ao TCU fiscalizar o Banco Central para evitar outros desastres envolvendo instituições financeiras, como os descobertos na Carbono Oculto, na CPMI do INSS e na Compliance Zero.

BRB desenquadrado

Após a tentativa frustrada da aquisição do Master e o cancelamento da venda de parte de sua financeira, o BRB está desenquadrado. Sem um aporte substancial de capital, o banco, que é controlado pelo Governo do Distrito Federal, poderá ser liquidado. Nos bastidores, já existe um movimento para sua federalização.

FGC sem credibilidade 

A demora no pagamento dos mais de 1,6 milhão de investidores pelo FGC acendeu alerta vermelho na XP, BTG e Nu. Responsáveis pela venda de mais de 95% dos CDBs do Master no varejo, as três instituições temem uma avalanche de ações na justiça pelos investidores para ressarcir os prejuízos causados pela demora injustificada do FGC. Assessores de investimentos das três casas, que vendiam e prometiam o pagamento pelo FGC em até um mês, perderam toda sua credibilidade e já não sabem o que dizer para enrolar investidores cada vez mais ansiosos e aflitos.

Vaga aberta no Ministério da Justiça 

Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, antecipada por esse blog, alguns movimentos serão realizados. O primeiro deles é que quem irá atuar de forma provisória no Ministério será o baiano, de Ilhéus, Manoel de Almeida Neto, o número dois da gestão Lewandowski, tudo já devidamente acertado com o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. 

Vaga aberta no Ministério da Justiça II 

Com o problema enfrentado pelo governo Lula com Alcolumbre e Pacheco, pela vaga no STF destinada a Messias, Lula deve ofertar a vaga do Ministério da Justiça a Pacheco, para apaziguar a queda de braço contra o presidente do Senado e dar a chance de Pacheco se viabilizar para uma próxima vaga no Supremo Tribunal Federal, caso Lula vença.

O novo Tancredo Neves da política do Brasil 

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, está sendo chamado de o novo Tancredo Neves da política brasileira. Habilidoso, educado e preparado, hoje é o maior articulador da política nacional, com mérito.

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