Lei do crime

O governo Lula resistiu em reconhecer para o FBI que as facções criminosas que agem no Brasil sejam terroristas. Mas, neste final de semana, em Caraíva, no Extremo Sul da Bahia, após uma ação conjunta das polícias civil, militar e federal que resultou na morte de dois traficantes, o crime organizado determinou o fechamento do comércio local, ameaçando de morte quem descumprisse a ordem.

Ministros do STF só falam nos autos

Ao limitar o projeto aprovado na Câmara, que suspendeu toda a ação penal sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e a suposta tentativa de golpe, ministros do STF querem evitar o agravamento da crise institucional entre os Poderes. Ao confirmar que supostos crimes cometidos pelo deputado Alexandre Ramagem, do PL do Rio de Janeiro, depois da diplomação, não podem ser julgados sem autorização do Parlamento, os magistrados põem panos quentes e evitam que a temperatura do confronto entre os Poderes aumente. Eles só falam nos autos.

Adeus anistia

Ao aprovar, esta semana, a toque de caixa e sem direito à discussão, o projeto que suspendia a ação penal contra Ramagem, o presidente da Câmara, Hugo Motta, não deve mais nada aos bolsonaristas, naquilo que estiver relacionado ao processo do 8 de janeiro. É essa a avaliação de seus mais fiéis aliados no Congresso. Há quem diga que Motta agiu “na cara e na coragem”, sujeitando-se a um desgaste ao colocar a proposta em pauta. E não deve voltar a esse tema antes dos julgamentos definitivos.

Socializando o prejuízo

Mesmo com um patrimônio bilionário no exterior que, segundo assessores financeiros ouvidos pelo Blog, ultrapassa dois bilhões de dólares, os controladores do Banco Master estão pleiteando uma linha emergencial do Fundo Garantidor de Crédito – FGC para honrar o pagamento de seus CDBs. No país onde associações, sindicatos e gente poderosa desviaram cerca de R$ 6 bilhões dos aposentados e pensionistas do INSS e ninguém ainda foi preso, a cara de pau dos banqueiros do Master passa batido e é tratada como normal em Brasília.

Judiciário, Legislativo, Executivo e Justiça Esportiva querem tirar o baiano Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF

As acusações são muitas: corrupção passiva e ativa, compra de votos para se reeleger, assédio sexual e moral, contratação de familiares e sobretudo envolvimento de recursos da CBF com seus familiares. Deputados e deputadas federais, senadores já o convocaram, além de tudo, para levá-lo à justiça novamente. Ednaldo silencia e tem fatos escabrosos. Ele tem um cunhado que ele elegeu para presidente da federação baiana de futebol, além disso, recebendo recursos da CBF.

Padrinho poderoso

Ednaldo revela que tem um padrinho forte. É o ministro do STF Gilmar Mendes. Ocorre que, ao fazer tal afirmação, compromete o decano no judiciário nacional e, além do mais, pode ter consequências imprevisíveis.

Rui Costa e Gleisi Hoffmann enquadram a bancada do PT

Casa Civil e Secretaria das Relações Institucionais estão sendo obrigados a intervir para garantir que os deputados petistas votem projetos acordados no Ministério da Fazendo. O último foi esta semana, quando a bancada na Câmara levantou 15 pontos do Marco Regulatório das Parcerias Público Privadas, quase comprometendo a apreciação de uma proposta negociada por um ano e meio com o governo Lula. 

Versão tupiniquim

“Feiticeira Escarlate” foi a denominação dada pelos leitores dos quadrinhos da Marvel ao figurino usado pela primeira-dama brasileira, Janja da Silva, na celebração dos 80 anos do Dia da Vitória, quando os nazistas se renderam aos russos na Segunda Guerra Mundial. A solenidade precedeu o encontro do presidente Lula com o russo Vladimir Putin. O traje vermelho e os óculos escuros destacavam ainda mais a presença de Janja num evento em que só tinha ela de primeira-dama. A “Feiticeira Escarlate” é uma super-heroína da Marvel capaz de alterar a realidade. A imitação tupiniquim só quer aparecer e ostentar.

Papa Leão XIV: Um Pontífice de Raízes Multiétnicas e Visão Global

O novo papa, Leão XIV, nascido Robert Francis Prevost, é o primeiro pontífice norte-americano da história. Com pele morena, raízes familiares francesas, italianas e espanholas, e naturalizado peruano após décadas de missão na América Latina, sua eleição simboliza uma Igreja mais diversa e conectada às periferias do mundo. Escolhendo um nome que remete à justiça social, Leão XIV promete um papado voltado ao diálogo, à inclusão e à continuidade das reformas iniciadas por Francisco. 

Escolha de papa norte-americano é xeque-mate moral ao trumpismo

A eleição de Leão XIV, um papa norte-americano, revela a astúcia estratégica da Igreja Católica. Ao escolher um líder global nascido nos EUA e fluente em inglês, o Vaticano posiciona um contraponto direto ao populismo tóxico de Donald Trump. Leão XIV encarna os valores de acolhimento, diversidade e compaixão, tudo que o trumpismo nega. Trump perdeu. Agora terá que se ajoelhar, não apenas diante do altar, mas diante de um novo líder moral com sotaque americano.

Calo de Sidônio

O deputado federal Nicolas Ferreira (PL) é o calo do ministro da Secom, Sidônio Palmeiras. Mais uma vez, o parlamentar do PL causa dor de cabeça ao marqueteiro de Lula. Seu vídeo denunciando o desfalque nos contracheques dos aposentados do INSS, assim como o anterior da tributação do Pix, viraliza pelas redes sociais sem resposta à altura do governo federal. Não funcionou a tentativa de reagir às acusações do jovem político mineiro usando o “Lindinho” da lista da Odebrecht como porta-voz. O deputado federal Lindbergh Farias (PT) ficou obsoleto. Já passou o tempo dos “caras pintadas”.

Asfalto sonrisal

A revolta da população de Salvador é grande com a buraqueira nas avenidas e ruas da cidade. Com as frequentes chuvas, o “asfalto sonrisal” está a derreter nas pistas. Para mostrar serviço, em pleno horário de pico, a prefeitura resolveu tapar os buracos e agravar os congestionamentos. Com essa medida, o prefeito Bruno Reis, em vez de resolver, cria mais um problema, piorando os engarrafamentos. Sem esquecer que é paliativo o resultado do uso do material dissolvente no preenchimento das crateras da pavimentação. É dinheiro público gasto a rodo e quem está fazendo fortuna com isso não é o fabricante do antiácido e analgésico, que apelidou o asfalto de péssima qualidade usado na capital baiana.

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