Ainda sem palanque

Já estamos quase em junho e Lula ainda não tem um palanque em Minas, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Mais um indicativo claro que o jogo nem começou e que as pesquisas refletem as nuvens do momento. Para piorar o cenário, petistas mineiros têm criticado abertamente Rodrigo Pacheco e seus aliados. Alguns deles inclusive já mudaram de lado. 

Raposa ou fênix

Raposa raiz, Aécio Neves ressurgiu das cinzas e está construindo capital político para ser o fiel da balança no segundo turno das eleições presidenciais. Com Ciro Gomes ao seu lado, o mineiro vai longe. 

Lobby dos ventos fracassa

O lobby pesado do empresário Mário Araripe, controlador da Casa dos Ventos, para cancelar o leilão das termelétricas fracassou. Com a derrota, o novo foco do empresário cearense será destravar os projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional voltados para inteligência artificial e data centers. Sem o Redata e uma política firme de atração de investimentos, data centers que poderiam se instalar no Brasil estão migrando para os países vizinhos.

Vale tudo

Mais uma vez o governo foi derrotado no Congresso. Agora, na liberação de benefícios e doações no período pré-eleitoral. Lula perdeu completamente o controle das pautas parlamentares e a desorganização na sua gestão se tornou sua marca registrada, demonstrando total incapacidade de comando. Parece cada vez mais com o governo Biden.

Consequências

Essas votações conduzidas por Davi Alcolumbre trarão consequências fiscais e políticas graves. Sob o ponto de vista fiscal, o estrago é considerável. Sobre a campanha eleitoral, já desbalanceada pela supremacia dos cinco maiores partidos com recursos fartos, os “grandões” saem mais fortalecidos ainda. Um verdadeiro descalabro.

ENEL

Parece que a distribuidora italiana deu a volta por cima em São Paulo. Não se fala mais nada sobre a renovação de sua concessão, mesmo com as frequentes barbeiragens da companhia. Mais uma “arte” do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O homem está em todas. Virou o tesoureiro informal da campanha de 2026.

Coringa

Confirmando a sua capacidade de “bater nas 11”, até Vorcaro o recebia frequentemente em sua mansão de Brasília. O que o “Xandão” das Minas e Energia negou peremptoriamente claro.

Josué 

Com a desistência do senador Pacheco, mais uma vacilada do PT, agora, em Minas Gerais, surge como candidato ao governo do estado o nome do empresário Josué Alencar, filho de José Alencar, ex-vice de Lula. Arrogante, prepotente e individualista, a fama dele na FIESP, que presidiu, é a pior possível. Muito diferente do velho pai. A conferir.

Um baiano firma-se na política com sucesso no Brasil

O médico baiano Cândido Vaccarezza, nascido na cidade de Feira de Santana, que construiu uma carreira brilhante e também científica em São Paulo, está voltando à política. No PT, chegou a ser líder da então presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Depois, resolveu ficar só como médico, mas agora assumiu a presidência regional da Democracia Cristã e deve comandar a campanha do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa à sucessão presidencial.

Seletividade Master I

Gabriel Galípolo entrará para a história como o presidente do Banco Central que mais liquidou instituições financeiras. Com pelo menos treze liquidações em curso, já faltam liquidantes, geralmente servidores aposentados do Banco Central, para as demoradas jornadas de liquidação.

Seletividade Master II

Após o término do prazo para as instituições financeiras entregarem os balanços de 2025, o trabalho da equipe de fiscalização do Banco Central, comandada pelo baiano Ailton de Aquino, dobrou. Em dois casos, que continuam em destaque na grande mídia nacional, as liquidações só não saíram ainda por questões políticas, contradizendo as declarações de isenção de Gabriel Galípolo em sua última sessão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Na prática, quem ainda manda no Banco Central é o presidente da República. A autonomia, que só existe no papel, é para inglês ver.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑