A reforma da Previdência, imprescindível sob o aspecto do futuro da saúde das contas públicas, teve sua relevância totalmente descaracterizada devido às recentes concessões em busca de apoio político para sua aprovação (“toma lá, da cá”). O que se vê é um fisiologismo podre, um teatro de interesses oportunistas de baixo nível que a sociedade tanto repudia, conduzido por um presidente, ministros comprovadamente suspeitos e sem autoridade moral para se imporem à quadrilha aquartelada no Congresso. O custo moral e financeiro das concessões para garantir o apoio é, a curto prazo, maior que o benefício da reforma: novo Refis, renegociação de dívida do INSS das prefeituras, cancelamento de parte dos débitos do Funrural, renegociação de dívidas dos Estados com o BNDES, derrubada de veto do ISS em benefício das prefeituras, liberação de verbas parlamentares, dentre outros arranjos em andamento, inclusive arranjos que podemos nunca saber.
Chega!!!! Agora sou contra.
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