Nesse ambiente corrompido é utópico esperar pelo sucesso de ações estruturantes, projetos de estado, muitos deles de resultados de longo prazo. Projetos de estado devem ser imunes às alternâncias democráticas de governo, apartidários e sem personalização. Porém convivemos hoje apenas com projetos de governo cujo horizonte é a próxima eleição (manutenção do poder), na sua maioria projetos viciados, politicamente direcionados e tratados como fonte de recursos sujos. Nossa Constituição falhou ao não diferenciar, não caracterizar o que são as ações de estado e de governo, facilitando assim que instituições oportunistas sufoquem quaisquer iniciativas de projeto de estado.