O capitão tem um problema emocional em se afirmar chefe supremo das Forças Armadas. Usa e abusa da expressão. Não é que o presidente da República não seja o comandante das forças militares, como reza a Constituição. É. A questão é que o atual mandatário, no seu afã de comando, usa dessa prerrogativa de maneira enviesada. É considerado por muitos um militar desqualificado. Não à toa foi quase expulso do Exército. Talvez por isso, arraste as Forças Armadas nos seus desvarios e posições antidemocráticas. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio, é um fantoche das fanfarrices do chefe. Recentemente, pesquisa do IPSOS, instituto internacional de altíssima credibilidade, feita em 28 países, mostra que os brasileiros estão entre os que menos confiam em suas Forças Armadas. Somente 30% da população acredita nos militares. Indicar um coronel divulgador de fake news sobre as urnas eletrônicas para representar as forças armadas no TSE foi mais um duro golpe na reputação dos militares. Tudo que Bolsonaro toca é arruinado. Um Midas ao avesso.