A primeira-dama Michelle Bolsonaro aprendeu direitinho com o marido o caminho da ignorância e do ódio. Na tentativa de demonizar Lula, associando-o às trevas e ao “demo”, usa um vídeo de encontro do ex-presidente, em 2021, com sacerdotisas de religiões afro-brasileiras da Bahia para afirmar que Lula “já entregou a sua alma para vencer essa eleição”. Além da intolerância religiosa, da estupidez e do preconceito, Michelle ofende as mães-de-santo, como Mãe Menininha do Gantois, a mais famosa ialorixá da Bahia e uma das mais admiradas do país, relacionando-as à magia negra, demônios e trevas. Além de não ganhar um único voto com seu evangelismo radical, ainda instiga contra si dois grandes colégios eleitorais do país: Rio de Janeiro e Bahia, estados em que as religiões de matriz africana são muito respeitadas. A passagem do Ano Novo no Rio e a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim reúnem pessoas do mundo inteiro. O poetinha Vinicius de Moraes, o escritor Jorge Amado, a cantora Maria Bethânia, o cineasta Glauber Rocha, entre muitas outras personalidades das artes, da cultura e da política brasileira, já renderam lindíssimas homenagens às religiões afro-brasileiras, que só trazem o bem. O mal, as trevas e o obscurantismo estão no coração de Michelle.