As sufragistas estariam em festa por mais essa conquista feminina, especialmente em ano de eleições presidenciais: pela terceira vez uma mulher presidirá a Suprema Corte do Brasil. Impensável há alguns anos. A eleição da ministra Rosa Weber para presidência do STF, embora protocolar, já que a Corte adota para a sucessão de seus presidentes um sistema de rodízio, baseado no critério de antiguidade, é emblemática e tem o mesmo significado histórico de quando a magistrada Ellen Gracie assumiu uma cadeira em 2000 como primeira mulher a integrar o Supremo, 109 anos depois de sua criação, em 1891. Weber é discreta e firme, anunciando a que veio. Não se intimidou em afirmar que “vivemos tempos tumultuados”, referindo-se claramente ao tumultuador mor da República: o presidente Bolsonaro. Rosa Weber terá muitos desafios à frente da Corte, mas garantiu defender a integridade e a soberania da Constituição e do regime democrático.