Não passarão 

Na tentativa de disfarçar a dor de cotovelo, as hostes bolsonaristas viraram suas metralhadoras para a Carta pela Democracia, ironizando-a nas redes sociais. Com quase um milhão de assinaturas, o manifesto repercutiu nacional e internacionalmente. Foi manchete nos principais jornais do mundo. A solenidade de seu lançamento e toda a movimentação que se seguiu à leitura mereceu quase um Jornal Nacional. O fato do entorno do presidente fazer questão de ir às redes para minimizar o documento e seu alcance, já demonstra que ele bateu no fígado. Embora entre os signatários estejam presidenciáveis, professores, economistas, banqueiros, artistas, escritores, desempregados, empregados, militares, policiais e mais de uma centena de organizações empresariais e centrais sindicais, a horda bolsonarista usou a nominação de sempre para qualificar aqueles que a subscreveram: “coisa de esquerdopatas”, “palhaçada” “hipócritas de esquerda”… evocaram até Maduro, Kim Jong-un, Cuba e Ortega. Só rindo! O PIB nacional estava todo lá, representado pela FIESP e Febraban. O desprezo que eles tentam simular, em verdade, é o receio do que a carta representa para os golpistas: a sociedade brasileira foi taxativa – não tentem. Não passarão.

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