Passada a eleição, a expectativa de Arthur Lira e seus aliados era que o governo liberaria, no fim deste mês, quase R$8 bilhões em emendas de relator, o chamado orçamento secreto, que está bloqueado. Quem determina o bloqueio seria o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que é aliado de Lira, porém a ministra do STF, Cármen Lúcia, na última sexta-feira, colocou a pá de cal nos planos da cúpula do Legislativo. A ministra considerou inconstitucional a medida provisória que adiou os pagamentos para o setor cultural previstos nas Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc para 2023 e 2024. Com isso, os valores foram transferidos e terão que ser colocados novamente na previsão de gastos deste ano, tomando o espaço do orçamento secreto.