A inelegibilidade de Bolsonaro ganhou as páginas da última edição da revista inglesa The Economist. Com o debochado título “Despachando o Trump Tropical” (Dumping the tropical Trump), o artigo não lisonjeiro ao ex-presidente brasileiro que perdeu os direitos políticos por oito anos, embora reconheça que Bolsonaro tenha dado relevância aos conservadores na política brasileira, avalia que o fim do populismo de direita esteja se dando com mais facilidade no Brasil do que nos Estados Unidos. Entre as razões, aponta a maior agilidade dos tribunais brasileiros e o poder do TSE, sem paralelo no mundo. Destaca ainda que, sob outros líderes, a direita deve ser mais moderada, com “menos ameaças às normas e instituições democráticas”. Entre os possíveis sucessores, indica Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e até o jovem Nikolas Ferreira. The Economist não descarta a volta do bolsonarismo em sua face mais virulenta no caso de derrapada do governo do presidente Lula.