Atualmente, quando a segurança pública vive a sua pior crise com as facções criminosas decididas a tomar conta do estado, a débil oposição baiana mira errado. Se já não bastasse a falta de propostas concretas para enfrentar os bandidos, começam a pulular na imprensa notinhas plantadas para desgastar o comandante da Polícia Militar, o coronel Paulo Coutinho. É mais um erro estratégico. Coutinho detém um atributo imprescindível no combate ao crime organizado: coragem na liderança da PM. O que está faltando é um sistema de inteligência na segurança pública que cumpra a função de desvendar os crimes e apontar os criminosos, em vez de bisbilhotar a vida dos adversários políticos. É o que precisa ser cobrado do governador Jerônimo e do novo titular da pasta, Marcelo Werner.