Em meio a um cenário de preocupações crescentes, a dependência externa do Brasil em relação às vacinas é uma questão que merece atenção. O empresário Fernando de Castro Marques, que ocupa o cargo de Presidente em uma das maiores indústrias farmacêuticas do país, a União Química, está se destacando ao levantar a questão da concentração do setor de vacinas nas mãos de instituições públicas como a Fiocruz e o Instituto Butantan. A proposta de Marques, que preconiza a implementação de uma política industrial que viabilize a produção privada de vacinas, emerge como uma alternativa promissora para lidar com essa situação. A União Química, sob sua liderança, demonstrou iniciativa ao empreender esforços na produção da vacina russa Sputnik V em território brasileiro. No entanto, a falta de aprovação da Anvisa levou à venda dessa produção para a Rússia, um evento que, embora representando um prejuízo financeiro, é percebido como um movimento corajoso para assimilar tecnologia relevante no país. É essencial enfatizar a urgência de superar as barreiras burocráticas que obstaculizam a aprovação de projetos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses entraves têm consequências negativas para a inovação e o progresso da indústria de vacinas no Brasil. A pandemia demonstrou claramente que a soberania em tecnologia farmacêutica é uma questão de segurança nacional, e a hora de agir é agora. O governo brasileiro deve reconhecer e enfrentar esse desafio de forma determinada.