Ravengar morreu há poucos meses, em junho deste ano, vítima de complicações da diabetes que sofria. Chegou a ser preso três vezes. A primeira em 2004 e a última em 2017. Numa delas foi baleado nas costas e se entregou. Teve uma condenação de 25 anos, embora não tenha passado esse tempo todo atrás das grades. Numa de suas passagens pela penitenciária, criou um decálogo para a convivência entre os detentos. Tentou ser uma espécie de Robin Hood, desenvolvendo trabalhos sociais com a comunidade do Retiro. Não dá para apagar os crimes que cometeu ao longo de sua vida. Era um bandido, embora no seu tempo de cabeça do tráfico na Bahia a violência não se alastrasse ao nível insuportável de hoje. Ravengar poderia nem ter feito parte da história se o estado cumprisse suas obrigações constitucionais.