Marcos literários

Essa semana saiu o resultado do prêmio Nobel de Literatura, concedido ao escritor norueguês Jon Fosse, autor de diversas peças, poesias, ficção, ensaios e livros infantis. Poucas de suas obras foram traduzidas para o português, mas certamente acontecerá o mesmo movimento da ganhadora do Nobel de 2022, a francesa Annie Ernaux, que viu o número de títulos traduzidos para o nosso idioma subir consideravelmente. Essa nomeação dá força ao argumento de que o Nobel tem uma visível predileção por escritores norte-americanos ou europeus. Aqui no Brasil, o marco literário alcançado vai na contramão dessa crítica com a eleição de Ailton Krenak como imortal da Academia Brasileira de Letras, sendo o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia. Ailton é ambientalista, filósofo e é considerado figura central na literatura indígena no país.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑