A estatal CNB foi substituída pelo sistema de concessão na esperança de que o serviço melhorasse, mas o que se constata ao longo dos anos é a sucessão de concessionárias sem o menor compromisso em prestar um serviço digno, cada uma pior que a outra. Quando são pressionadas a comprar um ferry novo, trazem alguma sucata da Europa, que já não serve mais ao uso dos europeus. As defasadas embarcações chegam aqui com a fama de serem as mais avançadas do mundo, mas logo vão parar no estaleiro, cheias de defeitos. E isso tudo acontecendo sob o olhar complacente da Agerba, agência estadual que tem a obrigação de fiscalizar e cobrar eficiência e qualidade das concessionárias, no entanto, tem demonstrado preferir fazer vista grossa. À custa de quê mesmo? Mistério…