Os observadores mais argutos da cena política baiana percebem certa similaridade nas histórias dos mandatos senatoriais de Angelo Coronel e Josaphat Marinho. Os dois foram bafejados pela sorte. A conjuntura política lhes favoreceu. Pegaram carona na força eleitoral dos governadores que lideravam as chapas majoritárias. Em 1990, ACM puxou Josaphat. Em 2018, Rui Costa, Coronel. Coincide entre eles também a atuação no Senado. Tanto Josaphat quanto Coronel exerceram seus mandatos com certa independência. Não seguiram à risca as orientações dos aliados. Josaphat votou contra as privatizações em desacordo a ACM. Coronel, por sua vez, acompanhou muitas decisões do governo Bolsonaro e, atualmente, diverge em algumas questões da gestão de Lula. Agora Coronel seguirá a mesma sina de Josaphat, que queria permanecer na Câmara Alta. Coronel também não exercerá um segundo mandato logo em sequência.