Em uma manobra ousada e questionável, o chanceler de Israel desafia o secretário-geral da ONU e coloca em risco as relações diplomáticas globais. É preciso lembrar que judeus do mundo todo devem gratidão à humanidade que os salvou do Holocausto ao custo de milhões de vidas não-judaicas e ainda os presenteou com a tão sonhada Terra Prometida. Israel tem uma dívida histórica com a ONU e com a comunidade global. O Estado de Israel foi criado em 1948 através de uma resolução da ONU e, graças a isto, o povo judeu pode finalmente ter seu Estado e reunir várias diásporas. As atitudes de Israel contra a ONU configuram não apenas um ato de afronta à diplomacia global, mas também um desserviço a seu país. Israel não pode se dar ao luxo de se isolar de uma instituição que teve um papel significativo na sua própria criação.