Industrial fraco, político forte

Antes de Ricardo Alban, o único baiano a presidir a CNI foi Augusto Vieira Ribeiro dos Santos no período de 1954/56. Sucedeu ao lendário mineiro Euvaldo Lodi que comandou a entidade por 16 anos. Coincidentemente, Alban vai substituir outro presidente natural de Minas Gerais, Robson Braga de Andrade, também de mandato longevo (2010/23). Apesar de estar assumindo a presidência da Confederação Nacional da Indústria, o histórico de Ricardo Alban no setor secundário não é exemplar. A fábrica de biscoitos e massas da família que liderava o mercado baiano nos anos 1970/80 desapareceu das gôndolas. Sob a gestão dele, praticamente faliu. Revelou-se mais competente na política setorial. Com Alban, somam-se três baianos à frente de confederações nacionais. Além dele na CNI, João Martins na CNA e Ednaldo Rodrigues na CBF. Ao se referirem ao trio, as línguas ferinas da Bahia citam Ruy Barbosa: “o triunfar das nulidades”.

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