O pedido de recuperação judicial do grupo SouthRock Capital, que opera a Starbucks no Brasil, levanta um alerta sobre o ambiente de negócios brasileiro. Com dívidas que somam R$ 1,8 bilhão, a situação da Starbucks revela mais do que efeitos da pandemia: expõe as falhas estruturais de um mercado nacional hostil ao empreendedorismo. A decisão da Starbucks internacional de rescindir o contrato no Brasil é um reflexo do desafio que é manter negócios lucrativos em meio à burocracia, à alta carga tributária e ao acesso restrito a capital. A crise da SouthRock é sintomática de um sistema que desestimula a inovação e a estabilidade necessárias para o crescimento. Este momento é um ponto de inflexão crucial que convoca uma revisão urgente das políticas que regem o mercado brasileiro. Para evitar que histórias como a da Starbucks se repitam, é essencial que o Brasil repense e reforme o seu ambiente de negócios, buscando nutrir e não sufocar o potencial empresarial.