O secretário de Cultura de Salvador, Pedro Tourinho, está exagerando na promoção da cultura woke, com seu proselitismo racial e de gênero. A importação desse movimento social originário dos países ricos do hemisfério norte pode até funcionar como estratégia de marketing e atender aos negócios multinacionais, mas começa a causar estranhamento na Velha Cidade da Bahia. A Roma Negra, como a definiu Jorge Amado que tanto labutou pela valorização da cultura afro, está precisando de mais ações efetivas que reduzam as desigualdades sociais ao invés de marquetagens que tentam projetar uma imagem edulcorada da realidade soteropolitana.