A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) não tem outra saída senão anular o edital de audiovisual da Lei Paulo Gustavo. Se já houve tanta polêmica durante o processo de publicação e inscrição no edital, agora, quando saiu o resultado, no último sábado, surgem casos suspeitos. O mesmo projeto de audiovisual selecionado como longa-metragem no território do Recôncavo foi contemplado como curta no território do Sertão Produtivo, que abrange Guanambi, Caetité e outros municípios, uma região que não tem nada a ver com o samba de roda, tema do documentário. Pior, a denúncia foi feita pelo autor do projeto original do longa-metragem. Ele ficou indignado com o plágio de sua ideia transformada em um curta. Algum esperto se aproveitou das fragilidades do edital. Tem mais arerê. No território da Metropolitana de Salvador, venceu um projeto para cotas negras, cuja proponente não apresenta nenhum traço negroide em seu fenótipo. A turma do “tribunal da cor” está em cima, esperneando. “Pau que nasce torto nunca se endireita”. A saída do secretário Bruno Monteiro é anular o edital de audiovisual. Ou pedir logo pra sair.