Banalização da violência

A Bahia continua no topo da violência no país. Segundo o Atlas da Violência, realizado pelo Ipea com dados oficiais do governo federal, a outrora Terra da Felicidade fechou 2021 entre os cinco estados com as maiores taxas de homicídios no Brasil e, pior, com alta de 21,9%, a maior do Brasil. A barbárie já contamina até o esporte, atividade de propósitos civilizatório e pacifista. Na véspera da partida do Bahia contra o Atlético Mineiro, meliantes, que não podem ser considerados torcedores do Tricolor de Aço, ameaçaram de morte jogadores e diretor de futebol. A pensadora Hannah Arendt já definiu bem isso no século passado depois de assistir ao julgamento do nazista Adolf Eichmann, que relatou com muita naturalidade toda a crueldade e maldade que cometeu contra os judeus na Alemanha. É a “banalidade do mal”. Na Bahia, a banalização da violência é um fato indiscutível. Valei-me, o Senhor do Bonfim e Santa Dulce dos Pobres!

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