A pernambucana Moura Dubeux chegou no mercado imobiliário baiano atropelando tudo. Não respeitou nem a regra básica do setor e a norma do município de só iniciar a comercialização de seus produtos depois de liberado o alvará de incorporação, que é uma garantia de segurança para o comprador. Para que mesmo? A forasteira contou com as vistas grossas da prefeitura para seus desmandos. Não se sabe a troco de quê. Mas o fato é que, bem ou mal, com seu estilo, digamos, “passa por cima”, a empresa está transformando em lucros dois “elefantes brancos” no bairro de Ondina, na orla de Salvador. Primeiro o Salvador Praia Hotel, transformado em espigões. Agora o Othon Palace Hotel, arrematado por R$ 82 milhões em leilão. Além disso, outros empreendimentos da Moura Dubeux pululam na capital baiana, onde encontrou terreno fértil para seus negócios, bem mais do que em Recife, sua terra natal, onde seu legado não é dos mais louváveis na orla.