Gente que conhece muito bem o submundo carioca e o poder paralelo que há muito comanda a política no estado do Rio de Janeiro, garante que o governador, Cláudio Castro (PL), e seus aliados querem aproveitar a troca no Ministério da Justiça para se livrar do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Leandro Almada. O atual chefe da corporação é uma pedra no sapato de Castro e sua turma, que reúne o que de pior tem o estado. Almada é do tipo durão e independente e não encobre os malfeitos das polícias do estado, Civil e PM, das quais Castro é praticamente refém. Um dos pesadelos dessa turma são as investigações do “Caso Marielle Franco”. No tempo do padrinho Jair Bolsonaro, ele mesmo interessado em que as investigações não andassem; uma diretoria da PF muito amiga garantiu a paz de todos, emperrando o trabalho de quem queria trabalhar até o limite do inacreditável. Mas Flávio Dino, ao assumir, resolveu mudar o comando da PF, para desgosto da “Turma do Castro”. Para essa turma, Dino “já vai tarde e não deixa saudades”.